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domingo, 27 de março de 2011

PÁSCOA – UMA CELEBRAÇÃO HISTÓRICA, PROFÉTICA E ESPIRITUAL

Por Giliardi Rodrigues

Apesar da festa de tabernáculos ser a maior festa da bíblia, a ponto de ser chamada “A Festa”, a celebração de páscoa é sem sombra de duvida a mais importante. Pois, todas as festas estão interligadas diretamente ou indiretamente a ela. Além disso, no mesmo período de páscoa se celebra o ano novo bíblico, a festa de pães ázimos, Purim e cinquenta dias depois da páscoa a festa de pentecostes.

O que poucas pessoas sabem, é que celebrar a festa de páscoa é um mandamento. O Eterno ordenou que esta solenidade fosse exaltada por todas as gerações por estatuto perpétuo.

E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor: nas vossas gerações o celebrareis, por estatuto perpétuo. (Êxodo 12:14).

A páscoa é a festa da liberdade ou da libertação da escravidão. Tanto no sentido histórico, quanto no âmbito espiritual. Ela remete a passagem de um estado inferior para uma condição superior.

A Casa de Israel comemora páscoa em memória a libertação do povo Hebreu da escravidão do Egito. Já o cristianismo celebra a páscoa por causa da morte de Jesus que aconteceu no período de páscoa. Embora a festa tenha origem judaica, ela é celebrada por vários povos da terra, pois em ambos os casos remonta a transição do velho para o novo, ou seja, a passagem de uma vida de escravidão para uma vida de liberdade.

O Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei: isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue: fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha. (1 Co 11:23-26)

A solenidade de páscoa também tem um sentido profético. A bíblia nos diz que um dia o Messias virá para estabelecer o seu Reino e para resgatar o seu povo da escravidão deste mundo para a nova Jerusalém.

Parece que a historia volta a se repetir, da mesma forma que Moisés libertou o povo do mundo do Egito, o Messias um dia virá para libertar o seu povo deste mundo. Moises conduziu o povo ensinando a lei do Senhor pelo o deserto, da mesma forma o Messias colocará a lei no coração dos salvos durante o seu reino milenar. As escrituras dizem que o modelo de liderança feita por Moisés será o modelo de liderança do Messias em um sentido muito mais elevado. Moises mesmo disse que haveria um que é semelhante a ele e ao mesmo tempo maior do que ele, ao Messias todo o povo deve dar ouvidos e obedecer, caso contrário, será retirado do meio do povo do Senhor.

Existem muitos motivos pelos quais devemos celebrar páscoa:

·         A passagem da escravidão para a liberdade.
·         A transição das trevas para a luz.
·         A caminho da morte para a vida.
·         A saída do deserto para Jerusalém
·         A fidelidade do Senhor para com seu povo.
·         A memória do povo do Senhor.
·         O egresso da ignorância para a sabedoria.
·         Mudança da miséria para abundancia.
·         O novo nascimento.
·         A libertação deste mundo para o Reino do Messias.




terça-feira, 15 de março de 2011

A MENTIRA DEMONÍACA QUE ESCONDE POR TRAZ DA TRINDADE.

Por Giliardi Rodrigues


O leitor sabia que certa vez João Calvino condenou Miguel Servet à morte numa fogueira só porque ele não acreditava na trindade? Esse é um dos absurdos que um dos pais dos do cristianismo protestante cometeu.  Mas, a historia sobre as barbaridades feitas em nome da trindade não encerra por aqui. 



Trindade não é bíblica. Mas os adeptos deste   dogma deixam de acreditar na bíblia para acreditar nas doutrinas dos pais da igreja católica e dos reformadores protestantes. Se realmente a trindade fosse uma doutrina importante com relação à fé certamente haveria alguma explicação feita por Moisés, Davi, Salomão, Jesus, Paulo ou algum profeta (mas não tem).

Como comentado no post anterior, a trindade é um dogma que se desenvolveu através de concílios católicos. Mais precisamente no concilio de Niceia no ano 325 presidido por um imperador pagão chamado Flávius Constantino.


Os advogados da doutrina da trindade dizem que este dogma é um mistério, pois ninguém consegue explicar e entender como Deus é Três e ao mesmo tempo é um. No entanto a bíblia diz que as coisas ocultas pertencem ao Senhor e as coisas reveladas ao homem. Então, qual é o sentido do dogma da trindade ser adotado pelos homens e ainda ser um mistério? Isso prova que trindade não passa pelo o crivo da verdade bíblica.

Segundo David Flusser, professor de judaísmo da Universidade Hebraica de Jerusalém, no livro Judaísmo e Origens do Cristianismo, Vol. 1, pág. 156, a expressão "Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" não estava na bíblia e nem nos escritos de Eusébio ANTERIORES AO CONCÍLIO CATOLICO DE NICÉIA no ano 325, ou seja, a forma original de Mateus 28:19 não tem nada haver com a trindade. O texto de Mateus 28:19 antes do referido Concílio era o seguinte:

"Ide e tornai todos os gentios discípulos em Meu Nome, ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei".

Ademais, Eusébio foi pressionado pelo bispo cristão Atanásio (que teve participação no Concílio de Nicéia) a fazer a "inserção" Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e, caso não a fizesse, seria exilado para a Espanha.
Poderíamos elucidar a luz das escrituras todos os textos que os trinitarianos distorcem em favor do seu dogma, mas como isso levará muito tempo. Pouco a pouco abordaremos os principais versículos para provar que o dogma é uma falácia. Para se ter uma ideia, eles chegaram ao ponto de modificar e adulterar o texto de Mateus 28:19 para afirmar o batismo trinitariano em nome de três entidades. No entanto no livro de atos não vemos nenhum dos discípulos e apóstolos de Jesus batizando em nome da trindade.

Para piorar a situação a trindade não é apenas um dogma de homens, mas uma doutrina demoníaca. A trindade é uma mentira que foi contada por milhares de vezes até ter aparência de verdade. Para se ter uma compreensão melhor basta analisar que muito antes de existir cristianismo já existia a trindade em varias religiões. Como por exemplo Íris, Osíris e Horus (no Egito), Brahma, Vishnu e Shiva (na índia). Muda-se apenas de religião, mas a forma é a mesma.

A trindade foi enxertada no cristianismo juntamente com a conversão de pagãos que não quiseram abandonar sua praticas idolatras. Associaram seus antigos deuses e continuaram a suas venerações trinitárianas dentro do cristianismo. Através dos gregos o Pai, o Filho e o Espirito Santo continuaram a serem cultuados na pessoa de ZEUS.

Na bíblia a formação da trindade começa logo depois do dilúvio.

E bebeu do vinho, e embebedou-se; e descobriu-se, no meio de sua tenda. E viu Cam, o pai de Canaan, a nudez do seu pai, e fê-lo saber a ambos seus irmãos fora. Então tomaram Sem e Jafé uma capa, e puseram-na sobre ambos os seus ombros, e indo, virados para trás, cobriram a nudez do seu pai, e os seus rostos eram virados, de maneira que não viram a nudez do seu pai. E despertou Noé do seu vinho, e soube o que seu filho menor lhe fizera. E disse: Maldito seja Canaan; servo dos servos seja aos seus irmãos. E disse: Bendito seja o Senhor Deus de Sem; e seja-lhe Canaan por servo. Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaan por servo. (Gênesis 9:21-27)

De Cam e seu filho Canaã, surgiram os povos jebuseus e cananitas. Cam teve outro filho, chamado Cuxe que por sua vez se casa com uma mulher chamada Semíramis, e com ela tem um filho chamado Ninrode. (Gênesis 10.8). O nome Ninrode significa “rebelde”.  Ele foi à exata personificação da desobediência. Fazia tudo ao contrário da vontade do Eterno. 


Ninrode edificou Babel, que mais a frente na história, se tornaria o que chamamos hoje de Babilônia. Ele foi o primeiro líder a se auto-intitular “deus”. Ele ajuntou as pessoas em Babel e as obrigava a adorá-lo como o “Deus Sol”. Não sendo o bastante, tentou construir uma torre que chegasse ao céu. Depois Ninrode toma a sua própria mãe como esposa. Semíramis, agora que se casou com o “deus sol”, começa a se auto-intitular “deusa lua”.

Quando vê que Ninrode não tem limites na sua desobediência, Sem que era filho de Noé e tio avô de Ninrode, mata-o com esperança de acabar com tudo aquilo. Mas como um deus pode morrer? O povo começou a questionar e Semíramis para evitar confusões, diz que ele não morreu, apenas voltou para seu lugar de origem. Ora, se  tivesse morrido mesmo o sol não continuaria brilhando.

Pouco tempo depois, Semíramis descobre que está grávida. Mas isso não é possível, afinal seu filho-marido está morto. Ela mente novamente, desta vez para encobrir seu adultério, dizendo que o espírito de Ninrode, o “espírito do deus sol” a engravidou.

Semíramis chama seu filho de Tamuz, e para continuar o engano, ela diz que ele é o próprio Ninrode. Daí surge à primeira idéia reencarnacionista.

Certo dia, quando estava num bosque, Tamuz morre acidentalmente, e seu corpo é encontrado em cima de um tronco. Mais uma vez: como um deus morre? E Semíramis, de novo, diz que ele voltou para o seu lugar de origem. (Tamuz é mencionado na Bíblia em Ezequiel 8.14-18.).

Esta se tornou a Trindade Profana: Ninrode, pai; Semíramis, mãe e Tamuz, o filho.

Após a destruição de Babel, e mais tarde da Babilônia, o povo de Ninrode começou a migrar pelo mundo, conquistando outros povos e ensinando-lhes suas crenças pagãs. Da Babilônia, eles vão para a Pérsia. Agora Ninrode, Semíramis e Tamuz são uma Trindade que era representada da mesma forma que a Egípcia.

Cai a Pérsia e começa a surgir um novo Império através de Alexandre o Grande. Com isso, a Grécia começa a crescer e a trindade se disfarça novamente: Ninrode se torna Zeus; Semíramis, Afrodite e Tamuz agora é Eros.




No Egito - Osíris(Ninrode), Ísis(Semíramis) e Hórus(Tamuz).

 No Império Romano - Saturno(Ninrode), Vênus(Semíramis) e Cupido(Tamuz).

 Aproximadamente no século III da era cristã, os católicos começaram uma sincretização religiosa, com esperança de conquistar cada vez mais adeptos. Começaram a introduzir imagens de escultura nas igrejas e nas crenças, a fim de facilitar a aceitação dos povos pagãos à nova religião.

E, acredite se quiser, hoje, a Trindade Profana está disfarçada assim:


 Não se espante, pois é isso mesmo!
O Espirito Santo é representado pela a pomba como a terceira pessoa da trindade. Jesus com uma cruz é representado pela a segunda pessoa da trindade. Deus Pai é a primeira pessoa da trindade e Maria é representada como a rainha dos céus.

Isso lhe remete alguma coisa?

sábado, 12 de março de 2011

O MESSIAS NO EXÍLIO, ou O CRISTO QUE NUNCA FOI CRISTÃO.


Por Giliardi Rodrigues

Tudo isso pode causar espanto, pode chocar. Mas é verdade.

Jesus Cristo como é popularmente conhecido pelo o mundo inteiro, nunca foi cristão. Ele não nasceu no dia 25 de dezembro. Também não foi o fundador do cristianismo. Ele nunca frequentou uma igreja católica ou protestante. Nunca usou orla (veste romana). Jesus nunca cobrou dizimo de ninguém. Jamais ensinou ou pregou contra a lei do Senhor. Jesus em tempo algum disse fazer parte da trindade e muito menos quis ser Deus ou semelhante a ele. O fato é que existem muitos falsos conceitos a respeito de Jesus, a começar pelo o seu próprio nome que não é “Jesus”.

A maioria das pessoas imagina Jesus com vestes brancas, pele branca, barba bem feita e com olhos claros. Pelo menos essa a figura que o ocidente tem a respeito do homem que nasceu há mais de 2000 anos na terra de Israel. Deste modo a “Judeidade” de Jesus ficou reduzida na consciência corriqueira dos cristãos.

O cristianismo transformou Jesus em um Ídolo, em um ícone da religiosidade. Criaram uma imagem daquilo que um hebreu não é, e nunca foi. O cristianismo desconectou Jesus de sua raiz semita e de sua cultura judaica. E pior para muitos ele é um semideus, ou seja, é ao mesmo tempo homem e Deus.

Ao contrário do que maioria esmagadora dos cristãos pensa Jesus era judeu e nunca deixou de ser. As pessoas associam o termo “Judeu” somente à identidade nacional. Judeu não é quem nasce em Israel, mas quem tem descendência de sangue de Abraão. Prova disso é que existem judeus brasileiros, argentinos, africanos, americanos e de toda parte do mundo. Muito mais que um cidadão israelita, Jesus era judeu da linhagem da tribo de Judá.

O nome hebraico do filho de Yossef (José) e Miriam (Maria) é “Yeshua”. Ele nasceu em Beit Lechem (Belém). Foi circuncidado no oitavo dia. Cresceu e foi educado nas escrituras sagradas. Ao completar 12 anos fez o Bar Mitzvá no templo de Jerusalém. Mais tarde se tornou um rabino e ensinava nas sinagogas. Ele sempre fez questão de recitar o “Shemá”, se vestia como um judeu, se alimentava como um judeu e como um exímio praticante da Torá celebrava todas as festas bíblicas.

Yeshua (Jesus) é muito mais judeu praticante do judaísmo do que um cristão católico ou protestante. Ele nunca rejeitou o seu povo ou se declarou contra a religião judaica. Pelo o contrario, como praticante fiel da religião judaica ensinou que a verdadeira religião é pura e sem mácula. Esse foi o motivo de centenas de debates com um grupo dos fariseus. Yeshua também não era contra os fariseus, mas contra a hipocrisia e as mentiras dos fariseus.

Com os cristãos não é diferente. Existem cristãos bons e cristãos maus, assim também existem judeus bons e judeus maus. Hipocrisia existe tanto no meio cristão, quanto no meio judaico. Da mesma forma que existem judeus e cristãos justos que buscam acima de tudo agradar ao Eterno obedecendo à lei do Senhor e seguindo a sua palavra (Bíblia).

As mentiras inventadas a respeito de Yeshua já foram motivos de muita guerra entre judeus e cristãos. Tenho absoluta certeza que ele nunca se agradou disso, jamais ele pregou violência ou ensinou fazer guerras.

Por séculos os judeus foram acusados de terem matado Jesus, isso foi o motivo de muitas atrocidades e inúmeras perseguições. Pelo nome de Jesus os romanos destruíram o templo de Salomão. Expulsaram os judeus de Israel, mataram milhares na maldita inquisição católica, forçaram muitos judeus a trocarem de nome, abandonar o judaísmo e a se converterem ao catolicismo. Mais tarde, Hitler que também era cristão, promoveu o assassinato de aproximadamente 6 bilhões de judeus no holocausto.

Tentaram de todas as formas apagar a cultura e a memória judaica. Por séculos os judeus foram exilados em terras pagãs. A língua hebraica foi quase ou praticamente esquecida. Judeus tinham medo de falar eram judeus devido o antissemitismo que estava espalhado pelo o mundo. Os judeus tomaram aversão e horror ao nome de Jesus devido às atrocidades cometida por parte dos cristãos. Justo a religião que prega a paz e o amor, por séculos promoveu guerras e matanças. É compreensível que parte dos judeus tenha horror ao nome de Jesus, pois através deste nome parte dos cristãos perseguiram e mataram milhares de judeus.

O grande problema é que quase nunca um judeu vai associar o Jesus Cristão com o Yeshua Ben Davi. Creio que os judeus não teriam dificuldades em compreender Yeshua (Jesus) dentro do contexto judaico pelo qual ele viveu. Seria muito mais coerente contextualiza-lo do que desconfigurá-lo.

Primeiramente porque Jesus era judeu, nascido na Galileia, nunca saiu das terras de israel. Nasceu, cresceu, estudou e morreu sendo judeu. A igreja católica assassinou a imagem do Judeu Galileu para criar a imagem do Jesus Romano. Desta forma o Cristo Cristão está totalmente contraposto ao Messias tão esperado por Israel.

Ainda tem cristão que diz que eles vão todos para o céu e os judeus todos para o inferno, pois judeus não aceitam o JESUS CRISTO. Ora, se os judeus não aceitam a cristo é por culpa dos próprios cristãos que pregam um cristo totalmente fora do Messias da bíblia.

Mas quanto à salvação dos judeus os cristãos não precisam se preocupar, pois mesmo está escrito na bíblia que o próprio Senhor tapou os olhos de Israel para que a mensagem das boas novas do reino alcançasse os confins da terra e que chegaria o tempo de Israel reconhecer e aceitar o “Messias”.

Assim o profeta profetizou:

E o Senhor primeiramente salvará as tendas de Judá, para que a glória da casa de David e a glória dos habitantes de Jerusalém não seja exaltada acima de Judá. Naquele dia, o Senhor amparará os habitantes de Jerusalém; e o que de entre eles tropeçar, naquele dia, será como David, e a casa de David será como Deus, como o anjo do Senhor diante deles. E acontecerá, naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vieram contra Jerusalém; E sobre a casa de David, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão, como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito. (Zacarias 12:7-10).

Nos últimos dias o Senhor irá restaurar Israel para o Reino do leão da tribo de Judá. E irá destruir todas as nações que vierem contra Israel. Nestes últimos dias Israel será um cálice para tontear as nações e vencerá todas as nações que virá batalhar contra ela. O guarda de Sião não dorme e não dormitará, o Senhor zela pelo o seu povo. O profeta Daniel diz que o Messias vem nas nuvens dos céus com uma armada de anjos poderosos para reinar com vara de ferro sobre toda a terra.

O profeta Zacarias diz no capitulo 14 que o trono do Senhor será estabelecido em cima dos montes de Israel, que neste dia grande será a salvação, pois o nome do Senhor será conhecido em toda a terra e quem invocar o nome santo do TODO PODEROSO será salvo. Neste tempo todas as nações da terra subirão para adorar o grande rei e celebrar a festa de Sucot (Tabernáculos) e a nação que não subir será castigada com a falta de chuva.

O apostolo João disse na carta de apocalipse que o Messias então irá separar 144.000 (Cento e quarenta quatro mil) judeus que irão governar juntamente com ele a multidão dos salvos pela qual não se podia enumerar que estava diante do trono do Eterno aos pés do monte Sião.

Todo joelho se dobrará diante do Messias e toda língua o confessará como Rei de justiça.


segunda-feira, 7 de março de 2011

COMO ESTUDAR A BIBLIA, ou O QUE É PARDES?


Por Giliardi Rodrigues

Sendo a bíblia um livro tão complexo e abrangente, é necessário métodos para a interpretação e a compreensão do seu conteúdo. A bíblia pode ser compreendida dentre várias óticas, pois a sua temática aborda inúmeros tópicos.

Para compreender as escrituras é necessário interpretar da forma correta para não extrair equívocos fora do contexto bíblico. Para isso é necessário saber as regras de interpretação e a razão pelo qual o texto foi escrito e designado. Inicialmente o leitor deve compreender que além das escrituras apresentarem conteúdos históricos, ela é a palavra do Eterno revelada aos homens. Desta maneira tudo o que está escrito deve ser levado muito a sério.

É importante para o estudante de bíblia saber que a bíblia foi escrita em hebraico, aramaico e grego. Isso significa que trabalhar interpretações a partir de traduções é altamente arriscado, pois traduções já são interpretações linguísticas, desta forma, toda tradução é limitada e discutível. Para o entendimento e compreensão dos textos bíblicos é necessário certo conhecimento das línguas originais para não ficar a nas mãos de possíveis erros dos tradutores.

Os sábios então criaram um método chamado “PARDES”. Essa técnica pode ser dividida em quatro partes, são elas:

1.    Pshat - Significado Literal e obvio do texto.
2.    Drash - Significado homilético ou correlativo.
3.    Remez - Significado interpretativo.
4.    Sod - Significado espiritual, também conhecido como entendimento oculto.

Pshat é o significado literal básico do texto, toda interpretação deve partir deste principio. Mesmo assim, o sentido óbvio engloba uma serie de regras contextuais e conhecimentos de gramática, síntese, história, cultura e geografia. O Pshat é o ponto de partida para saber o que o texto está realmente dizendo na sua forma literal e contextual.

Drash é o significado correlativo, ou seja, um texto é usado para explicar ou complementar outro texto. Para aplicar esse método é importante conhecimento análogo entre os textos. Deve também se considerar a semelhanças entre adjetivos, substantivos, pronomes e o jogo de palavras associativas de um texto e de outro.

Remez é o significado interpretativo ou homilético. No entanto, para evitar alegorias e paralelos sem haver com o texto, é necessário a interpretação baseada no contexto pelo qual o texto foi escrito. É fundamental saber que tipo de texto está sendo interpretado e analisado. Especialmente se for abordar poesia, profecias, historia, canções e mandamentos.

Sod é o significado escondido, também conhecido como sentido espiritual, determinado através de inspiração ou revelação do Espírito Santo. É o nível mais difícil, pois se interpreta além do que o texto quer dizer sem perder o seu sentido literal, correlativo e interpretativo. Como as escrituras sagradas é a palavra do Eterno revelada aos homens, é de supra importância buscar revelação através do Espírito Santo para compreender e aplicar os mandamentos bíblicos. A oração é uma ferramenta vital para quem buscar crescer na fé e no conhecimento da palavra do Eterno.  

O estudo é um meio pelo qual podemos conhecer mais as escrituras e o poder do Senhor. Yeshua (Jesus) mesmo disse que errais em não conhecer as escrituras e o poder do Eterno. Temos que ser praticantes da palavra, pois somente assim poderemos viver de acordo com os propósitos do Senhor para a nossa vida.

Que o Espírito do Senhor lhes abençoe e lhes guie no estudo e no conhecimento da palavra do Eterno, lhes concedas sabedoria e entendimento. Amém!!!

terça-feira, 1 de março de 2011

DESMENTINDO A TRINDADE e REVELANDO A VERDADE.

Por Giliardi Rodrigues


Tertuliano "criou" Atanásio "defendeu" e Constantino "oficializou".


Em nenhum lugar da bíblia podemos encontrar a palavra “Trindade”. Embora a doutrina da trindade sendo uma das vértebras do cristianismo, ela não é bíblica, pois foi criada em um período pós-bíblico. Mas exatamente constitucionalizada como dogma da igreja católica no concilio de Niceia no ano 325 da era cristã.

O desconhecimento histórico sobre a origem do dogma da trindade faz com que seus devotos aceitem a doutrina como verdadeira. No entanto uma pesquisa pode levar a pessoa a questionar e verificar a autenticidade daquilo que lhe é posto como verdade.

Tertuliano foi o primeiro autor cristão a produzir uma obra literária. Ele também foi primeiro teólogo a criar e a citar o termo “Trindade”. Logo esse vocábulo passou a fazer parte da linguagem da teologia cristã. Segundo Tertuliano, Pai, Filho e Espírito Santo são um só Deus subdividido em três pessoas. Distintos apenas em manifestação, grau e forma.

Por volta do quarto século Atanásio de Alexandria argumenta sobre os textos de Tertuliano que o Pai, Jesus e o Espírito Santo eram as mesmas pessoas.  Em oposição, o presbítero Ário assegurava que Jesus foi gerado do Pai e que ao mesmo tempo estava subordinado ao Pai, pois Jesus mesmo disse que ele e o Pai eram um no sentido de unidade, Jesus também disse que o Pai era maior do que ele e que o filho não fazia nada se não fosse da vontade do Pai.

No ano 325 E.C após um imperador pagão idolatra chamado Flavius Valerius Constantinu se simpatizar com cristianismo essa questão entrou em profundo debate. Era o dogma de Tertuliano sendo defendido por Atanásio contra a defesa bíblica de Ário. No entanto o imperador Constantino se declinou para o lado da tese de Atanásio, rejeitando assim os conceitos expressos por Ário, que embora firmemente baseados na bíblia foram descartados e declarados como heresia.

O Imperador manipulou, pressionou e chantageou todos os bispos participantes do concilio para garantir que votariam no que ele acreditava e não no consenso a que os bispos chegassem. Os dois bispos que votaram a favor de Ários foram exilados e os escritos de Ários foram destruídos. Constantino decretou que qualquer um que fosse apanhado com documentos arianistas estaria sujeito à pena de morte. Assim, as decisões do concilio de Nicéia foram fruto de uma minoria.

Dos 318 bispos presentes a maioria foi ameaçada por Constantino, tornando assim a votação acerca do debate tendenciosa. Não somente a questão da trindade, mas também tudo o que fosse do interesse de Constantino era aprovado com facilidade. Deste modo o imperador Constantino foi um dos principais responsáveis por implementar e oficializar o dogma da trindade ao cristianismo.

Ao poucos a religião romana foi tomando grandes proporções, e em contra partida o imperador disse que quem cooperasse com ele; em troca, ajudaria destruir todas as outras seitas, tornando assim o cristianismo católico a única religião verdadeira.

Conclusão.

A doutrina da trindade não é bíblica. Foi introduzida forçadamente e manipulada por Constantino no concilio de Niceia. Quase 1300 anos surgi Lutero em oposição a algumas praticas do catolicismo romano, mas aceita o dogma da trindade como legitimo. Deste modo todos os movimentos cristãos protestantes, reformados e renovados aceitam a doutrina da trindade como verdadeira.

Muitas pessoas usam até a bíblia para defender o dogma da trindade sem conhecer o contexto histórico e o pano de fundo que fica por trás desta heresia. Tais pessoas demonstram desta forma ignorância histórica e desconhecimento acerca dos registros eclesiásticos.