Total de visualizações de página

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A culpa é de todos, a culpa é de ninguém, a culpa é minha e ponho ela em quem eu quiser.





O que é o bem e o mal? Respondo na integra: “A mesma coisa!”, agora devolvo a pergunta e abro o questionamento: A árvore do conhecimento do bem e do mal não é senão a mesma árvore? O deus que fez a luz não é o mesmo que criou as trevas? Não é o mesmo deus o autor criador do bem e o do mal? (Leia Isaias 45:7). O homem que pratica o bem e o mesmo homem que também pratica o mal. O que dantes era um paraíso (terra), agora se tornou o inferno (mundo). A ideia de dualismo entre o bem e o mal é portanto um eterno conflito de consciência humana. Nenhum outro ser vivente tem esta percepção. O homem criou deus e o diabo. O homem desenvolveu a ideia de céu como alivio de seus pesadelos infernais. O mundo em si é neutro – não é bom, nem mau, nem bem,nem mal. 

Mas afinal, o que é o bem e o mal? Respondo novamente na integra: “Os lados opostos da mesma moeda”. Pois a mão que te afaga é a mesma que te empurra no abismo. A boca que beija é a mesma que profere maus dizeres (maldição). A espada que defende é a mesma que arrancará nossas cabeças. O governo que te representa é o mesmo que suga a vida através de tributos. A palavra que traz vida é a mesma que condena. 

Quer mesmo saber o que é o bem e o mal? Basta olhar para dentro de si mesmo. Faça um exame de consciência e perceberá que o “Ietsê HaTov” é senão o mesmo “Ietsê HaRá”. O fruto não era inacessível, mas havia uma placa na árvore dizendo “Proibido” – mas como tudo que é proibido é mais gostoso; não resisti. Mordi a maldita, saborosa e suculenta maça.

A culpa não é minha
Mas da mulher que me deste.
Não! A culpa não é da mulher,
Mas da serpente que andava no paraíso.
A serpente não tem culpa nenhuma
Pois não tem consciência de nada.
A culpa é de deus que criou o bem e o mal!
Mas deus não é justo?
Então, a culpa é novamente do homem
Que permitiu a mulher conversar com uma cobra falante
Manipulada pelo o diabo
Que foi criado por deus para atentar pessoas no paraíso.









segunda-feira, 3 de outubro de 2016

No jardim da idolatria





No crepúsculo dos ídolos tudo o que é profano se torna santo. A idolatria reina como a máxima absoluta dentro de um vazio impreenchível. As pessoas não percebem, mas toda ideologia é fadada ao fracasso. Idolatria é o prazer momentâneo ou o caminho rumo ao nada. A veneração é um culto onde a razão é negada na sua própria expressão – em outras palavras; vaidade. 

Idolatria é um caminho de morte, de anulação, de limitação, de ignorância, de vicio por prazer, de interesse próprio, de medo, de profanação e fatuidade. Seja consciente ou inconsciente, toda ideologia está condicionada ao fracasso. Nunca nenhum conceito solucionou os problemas do mundo – muito pelo o contrário. 

As coisas materiais e abstratas são neutras em si mesmas, não possuem nenhum tipo de força positiva ou negativa. Os ídolos estão dentro da mente humana, a inclinação para o mal é que rege este desejo. Tudo aquilo que controla e escraviza a pessoa é idolatria. O homem é o único ser em toda a natureza que possui a capacidade de pensar e se tornar escravo dos seus próprios conceitos. 

Praticar idolatria é negar o próprio caráter, é se amordaçar na religião, na política, nas drogas, no sexo, no dinheiro, no poder, na filosofia ou qualquer coisas semelhante a estas (utopia). Idolatria nada mais é que alucinação, imaginação, fantasia, ilusão e engano. A coisa é tão critica que o idolatra sempre tem o orgulho de manifestar a sua paixão por aquilo que o domina – é um tipo de síndrome de Estocolmo. 

Animais e plantas ou qualquer tipo de ser vivente não praticam idolatria, mas tão somente o ser humano. Idolatria é uma doença que acomete a mente humana e o escraviza em forma de vicio. É uma espécie de vírus que deprava e condiciona o homem a insignificância da imundícia. Centenas de milhares de pessoas em toda historia da humanidade foram contaminadas pela a sua própria mente, se tornaram escravas das suas próprias apreciações e concepções errôneas a respeito da realidade. Entretanto, houve muitos que conseguiram de alguma forma dominar este mal. Idolatria é uma moléstia, um tipo de inclinação para a loucura ou anulação da própria consciência. 

Não seja e não permita ser escravo de nada – seja senhor da sua própria consciência. 







domingo, 11 de setembro de 2016

Nova Aliança



Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Jeremias 31:31-33

Segundo o texto do profeta Jeremias a “Nova Aliança” é um pacto que o Eterno fará com Israel e com a casa de Judá. Esta aliança tem por finalidade colocar a lei no coração do povo escolhido. É interessante pensar que para estabelecer uma “nova aliança” é necessário primeiro ter “uma aliança”. O texto é enfático em afirmar que o Eterno quer restabelecer um novo pacto com o povo de Israel a fim de ser aclamado como o rei de seu povo que foi escolhido e eleito através Abraão.

E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti. Gênesis 17:7

Vejamos que a aliança é um pacto perpétuo entre o Eterno e seu povo. Mesmo que o “povo escolhido” tenha pecado e desobedecido a lei, o Eterno não invalidou a primeira aliança – mas prometeu melhorá-la com o objetivo de estabelecer o seu reino.
Comente cristãos usam a expressão “Nova Aliança” para afirmar que Jesus aboliu a lei de Moíses e firmou um pacto com a igreja invalidando assim a aliança que o Eterno tinha estabelecido com o povo de Israel. Contudo se examinarmos o chamado “novo testamento” isso não é verdade.
Vejamos o que o próprio Jesus disse:

Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido. Mateus 5:17,18

Se o próprio Jesus disse que não veio para abolir nada, mas obedecer e cumprir a lei e os profetas, como pode os gentios tomarem posse da aliança do Eterno firmada com o povo de Israel?

Porque esta é a aliança que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor; Porei as minhas leis no seu entendimento, E em seu coração as escreverei; E eu lhes serei por Deus, E eles me serão por povo; E não ensinará cada um a seu próximo, Nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; Porque todos me conhecerão, Desde o menor deles até ao maior. Porque serei misericordioso para com suas iniqüidades, E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais. Dizendo Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar. Hebreus 8:10-13

O autor do livro de Hebreus deixa claro que a “NOVA ALIANÇA” é um pacto feito com a casa de Israel por intermédio do Messias. Mas afinal, estamos na nova ou na velha aliança? Segundo as escrituras sagradas estamos na transição da primeira para a segunda e definitiva aliança. Para que a segunda aliança seja estabelecida é necessário a restauração plena do povo escolhido, é preciso que toda a nação seja restaurada através do arrependimento, que a lei seja escrita no coração do povo, que o messias venha e estabeleça o seu reinado.

Gentio tem parte na “nova aliança” firmada e estabelecida entre o Eterno e o povo de Israel? A resposta é sim – mas desde que se submeta a palavra do eterno.

Vejamos o que o apostolo Paulo escreve aos gentios de Efeso:

E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto; Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Efésios 2:1-18

Os gentios se tornam participantes da aliança por meio da fé, ou seja, através da graça ou dom imerecido. Como o Eterno não faz acepção de pessoas; tanto o judeu, quanto o gentio pode desfrutar da mesma promessa. Contudo, esta aliança como qualquer contrato exige observância à clausulas impostas pelo o Legislador. Na carta de Paulo aos Romanos, o apostolo deixa claro esta condição:


É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente, Visto que Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão. Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei. Romanos 3:29-31