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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O sábio



Perguntaram certa vez ao Rabi Ben Zoma:

- Quem é sábio?
- Quem encontra sempre algo a aprender com os outros.
- Quem é forte?
- O homem que é capaz de dominar a si mesmo.
- Quem é rico?
- Quem conhece seu tesouro, seus dias e sua horas de vida, que podem modificar tudo o que acontece à sua volta.
- Quem merece respeito?
- Quem respeita a si mesmo e a seu próximo.
- Isso são coisa óbvias, comentou um dos presentes.
- Por isso são tão dificeis de ser obervadas, concluiu o rabino.

"Depois de sua morte, os sábios diziam: "Desde que Ben Zomá morreu, não existem mais os grandes intérpretes".

Esta será tua decendência... Gn 15:5

Depois de uma longa travessia no deserto, um homem continuava buscando um lugar para descansar.

Um lugar onde houvesse um pouco de sombra. Somente depois de vinte dias encontrou uma árvore. Ao vê-la, teve também a esperança de encontrar um pouco d'água.

Ao aproximar-se, deparou com uma pequena fonte. Esgotado, provou dos frutos da árvore e matou a sua sede. Reviveu. Restaurado, no momento de prosseguir seu caminho, deu meia-volta e disse à árvore: "Como poderei abençoar-te, querida e formosa árvore?

Que seja bela e forte? Já o és! Que a tua sombra seja prazerosa? Já o é! Que tuas frutas sejam deliciosas? Já o são! Que tenha água para abastecer tuas raízes? também estás repleta de água cristalina!

Como poderei abençoar-te?

Minha bênção será: que todos os arbustos e ramos que cresçam de ti pareçam contigo!


Rabi Iohanan.

Felicidade

A espiritualidade é a chave
Que abre todos os sentidos humanos,
Cada pessoa tem si um potencial
E um mundo a ser descoberto e explorado.
Sonhos e idéias podem se tornar realidade,
Pois, o segredo dessa concretização é a felicidade.

A ética fundada sobre o amor e a justiça
Faz do mundo algo melhor para se viver,
A paz se manifesta através do respeito
E de cada atitude de tolerância.
D'us é a plenitude de toda ideologia e realidade,
Nele reside concretização de tudo e a felicidade.

Giliardi Rodrigues

sábado, 17 de janeiro de 2009

Carta de um irmão Palestino

Amigos,

Meu nome é Achmed Assef, sou palestino e vivo no Brasil atualmente.

Desde que iniciou novamente os conflitos no Oriente Médio, não se fala em outra coisa a não ser nesta guerra infeliz que tanto vem fazendo vitimas dos dois lados.

Nasci na Palestina, um pais que ainda não existe oficialmente e quando a situação ficou insustentável para minha família, tivemos o feliz e sagrado convite de um amigo de meus pais a virmos ao Brasil, e desde meus 5 anos de idade, moro neste lindo pais acolhedor.

Quando digo que a situação na Palestina ficou insustentável, não estou me referindo aos inúmeros conflitos com o exercito de Israel ou os religiosos judeus que mantinham suas casas lindas em território palestino, e que hoje essas mesmas casas foram tomadas a força pelos terroristas, mas sim de uma insustentabilidade provocada pelos próprios "governantes" palestinos em todos esses anos.

Para quem está no Brasil ou qualquer outro lugar do mundo, na segurança de seu lar e de sua vizinhança não vai conseguir imaginar nunca o que é viver em Gaza. Somente de lembrar minha breve infância nas cidades em que vivi, me da aperto no coração e vontade de chorar, porem, ninguém que esta no conforto de seus lares também recebendo milhares de informações, fotos e noticias do atual conflito pode imaginar também o que é sentir-se traído por aqueles que se intitulam lideres palestinos.

Os lideres palestinos nunca quiseram um Estado. E eu posso falar isso em alto e bom tom, porque é uma verdade. Se quisesse teriam criado antes de 1948, quando ainda não existia o Estado de Israel, se quisessem o teriam feito em 48 também quando a ONU decidiu pela criação de dois Estados, mas nossos grandes Líderes preferiram incitar o povo a violência de lutar contra os judeus do local a fazer lobby por um Estado palestino viável.

Não quiseram também os lideres palestinos quando os territórios, chamados "ocupados por Israel" e que hoje estão em sua grande maioria em nosso domínio, criar um Estado palestino. O que dizer então da mais recente escalada de violência, quando ocorreu a segunda intifada causada pelo grande líder Arafat que em 2000 rejeitou o melhor acordo de paz de todos os tempos propostos pelo premie israelense Ehud Barak e mais uma vez incitou o povo palestino a violência e a brutalidade através de homens-bomba, enquanto a família do Sr. Arafat vivia com regalias, mordomias e riquezas em Paris, tudo fruto de doações dignas estrangeiras mas que nunca chegaram ao povo sofrido da Palestina.

Ao invés de comprar comida, água, remédios e oferecer uma vida digna e boa ao povo palestino, nossos lideres preferiram o caminho da violência, da brutalidade e da estupidez de promover o ódio e a discriminação contra o povo judeu, que se não são anjos, também não são demônios como pregam nossos lideres.

As mesmas crianças que hoje morrem inocentemente no colo de suas mães, são as mesmas que recebem a criação e educação militar desde cedo a odiar Israel e o povo judeu, sabendo atirar com armas pesadas com menos de 5 anos de idade e ainda recebem a lavagem cerebral de se tornarem mártires explodindo-se para causar ainda mais vitimas do outro lado.

Os lideres palestinos não possuem nenhum sentimento humanitário como se espera para uma população cansada e calejada de sofrimento. Pois se tivessem, não mandariam para o suicídio seus parentes e suas crianças, enquanto esses covardes assassinos escondem-se em outros paises ou ate mesmo utilizando escudos humanos dentro da população civil, como vemos hoje na faixa de Gaza.

O Hamas, que há muito tempo vem promovendo barbáries dentro e fora de Gaza, desde que em seu único ato inteligente na historia, transformou-se em partido político somente para dar legitimidade ao seu terrorismo praticado diariamente nas ruas de Gaza, matou, perseguiu, torturou e aniquilou todos os "inimigos" do Fatah, o partido moderado que hoje é representado pelo incapaz Mahmoud Abbas.

Senhores, como pode um grupo terrorista, dizendo-se líder do povo palestino matar nossos irmãos? Como entender que eles não estão defendendo nosso povo, mas sim seus próprios ideais que não refletem a opinião da maioria desse meu povo palestino? Matar palestinos somente porque não concordam com seus atos e idéias é arcaico e acima de tudo terrorista. Sobrou a Cisjordânia para o Fatah e que se não tomarem cuidado, servira de base para mais atos de violência dos terroristas do Hamas.

Vocês podem argumentar que os terroristas do Hamas praticam atos sociais e de solidariedade, mas não acreditem em tudo que vêem na mídia e muito menos em tudo que ouvem. Para que vocês consigam compreender, faço uma analogia com os traficantes no Rio de Janeiro, pois é legitimo o que eles fazem? Aliciar crianças inocentes para o trafico de drogas, colocando armas pesadas em suas mãos? Acredito que não, mesmo que os traficantes promovam atos sociais e atos solidários com os moradores dos morros onde estão alojados. Continuam desrespeitando o direito de crianças crescerem com educação saudável e não para a guerra, como os terroristas do Hamas fazem hoje.

Amigos brasileiros que tanto respeito e tanto quero bem, faço um apelo como palestino, como muçulmano, mas acima de tudo como um ser humano que não agüenta mais ver a ignorância e a falta de conhecimento por parte de muitas pessoas neste lindo Brasil:

Parem de atacar Israel, parem de atacar os judeus e também parem de achar que o povo palestino é somente de terroristas. Há muita gente boa, inocente e que não quer mais conflitos com os israelenses e não os odeiam, assim como não odeiam os americanos.

Muita gente la, incluindo minha família está cansada de tanta dor e sofrimento e sabemos que devemos ter uma convivência pacifica com Israel, afinal, é de Israel que vem nossa água, nossa comida, nosso trabalho e nosso dinheiro.

Israel inclusive nos oferece ajuda militar sabiam? Quando houve acordo com a Autoridade Palestina no governo de Arafat, a policia de Israel treinou muitos de nossos homens que não queriam envolvimento com o conflito para que pudessem trabalhar na ordem de nossas cidades. Israel ofereceu treinamento para seus supostos inimigos, inclusive com armamento para que tivéssemos nossa própria segurança.

Terroristas que tentaram e não conseguiram se explodir nas cidades de Israel, receberam atendimento medico nos hospitais israelenses!! E muitas das escolas em Israel promovem a educação igualitária com alunos palestinos e judeus, convivendo em perfeita harmonia e recebendo educação sadia e de respeito ao próximo. Diferentemente do que acontece em Gaza, por exemplo.

Se nossos lideres não fossem tão burros e estúpidos, nosso povo sofrido não teria mais o que reclamar, pois em Israel estão as maiores oportunidades para um palestino que vive em gaza ou Cisjordânia e quem tem um mínimo de inteligência la sabe que não vai conseguir nunca varrer Israel do mapa ou exterminar todos os judeus, como apregoam certos lideres maníacos do nosso lado.

Quanto ganharíamos se estivéssemos do lado de Israel e dos judeus? Por que aqui no Brasil a convivência entre os dois povos sempre foi motivo de orgulho e quando estamos em sociedade ganhamos em tudo?

Meu tio recebeu visto de trabalho em Israel. Todos os dias levantava cedo e ia trabalhar em Israel e voltava de noite para sua casa em Gaza. Quando o Hamas tomou o poder à força e iniciou seus diários ataques as cidades israelenses, meu tio perdeu o emprego e a fronteira foi fechada. A culpa é de Israel? Do meu tio que nunca odiou os judeus? Não, a culpa é dos terroristas do Hamas. Meu tio hoje continua não odiando os israelenses nem os judeus. Vive na Síria, onde a situação não é das melhores, mas la não ha. grupos terroristas como o Hamas ou o Hezballah que somente acabam com a vida dos cidadãos de bem.

O povo palestino foi expulso de diversos paises chamados "amigos dos palestinos", incluindo Jordânia, Líbano, Síria e Líbia. O Egito fecha sua fronteira com Gaza porque não nos querem por la, inclusive no tratado de paz com Israel, na devolução do Sinai ao Egito, foi oferecido por Israel devolver Gaza também e os egípcios não quiseram porque chamaram de terra sem lei e o pior lugar do mundo para se viver.

Por que paises fortes e com um território gigantesco como Arábia Saudita, Jordânia, Irã e outros não tão grandes, mas muito ricos, como Kweit, Emirados Árabes ou Catar não nos recebem de braços abertos? Preferem somente financiar atentados terroristas e mandar todo seu dinheiro para lideres palestinos terroristas e que não pensam no bem estar da população, mas somente em enriquecimento próprio e incentivo ao ódio e intolerância?

Por isso, meus amigos, escrevo esta mensagem. Sei que esta carta não vai fazer nenhum dos dois lados pararem com o atual conflito e muito menos mudar o pensamento dos lideres que hoje determinam o rumo do meu povo palestino, mas se servir para fazer o povo brasileiro pensar nisso e entender que não precisamos importar um conflito que não serve pra nada aqui e também para que todos vocês realmente entendam quem são os principais responsáveis pela matança generalizada que ocorre atualmente em Gaza, fico feliz.

Israel não é culpado, esta se defendendo dos irresponsáveis lideres terroristas palestinos que diariamente ataca nosso vizinho com seus nada caseiros foguetes para depois se esconderem atrás de mulheres e crianças, colocando toda a culpa nos israelenses, enquanto esses terroristas que infelizmente também são palestinos covardemente se escondem em áreas altamente populosas para causar ainda mais mortes e ganharem fotos sensacionalistas nos jornais do mundo todo.

O povo palestino também não é culpado, o povo palestino, tirando esses terroristas que são minoria quer a paz, quer o convívio pacifico com Israel e com os judeus. Quer uma vida digna e viver em seu território chamando-o de lar, sem precisar fugir para qualquer outro país maravilhoso como o Brasil como eu fiz, pois a Palestina é o melhor lugar para viver um palestino.

Pensem nisso antes de escolher algum lado no conflito, mas acima de tudo, escolham o lado da paz, da tolerância e do respeito com quem quer que seja.

Grato,

Achmed Assef
achmedassef@gmail.com

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Criado a imagem e semelhança de D'us.

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. Gn 1:26

Partindo do ponto que D'us é espírito, como poderia ter criado o homem conforme a sua imagem e semelhança? O ser humano como o próprio nome diz é um ser vindo do “Húmus”, ou seja, literalmente da terra.

É interessante pensar que todos os elementos encontrados no corpo do homem são os mesmos elementos encontrados na terra, um ponto de referencia seria o nosso próprio planeta, uma vez que é formado por 70% de água e 30% de terra, assim semelhantemente é o corpo humano.

O homem é o único ser que se difere sobre toda a criação, ao ponto que não é somente formado por um corpo terreno feito da matéria, mas também possui uma alma e um espírito.

Quando entendemos que o homem é a imagem de D'us, isso quer dizer que ele tem um espírito conforme o seu criador, lhe proporcionando a capacidade de raciocinar, de compreender e de até mesmo desenvolver e transformar pensamentos em objetos a partir da matéria pré-existente.

Muitas pessoas confundem espírito com alma, podemos observar que quando Adão foi criado D'us soprou o espírito no corpo e o homem tornou-se alma vivente, ou seja, foi o espírito que D'us soprou nas narinas do homem que deu origem a alma.

A bíblia nos diz que existe sim diferença entre alma e espírito de modo que a própria palavra de D'us separa e faz distinção das duas coisas.

Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. Hb 4:12

Podemos entender que a alma é a sede de todos os nossos sentimentos e o espírito é sede da nossa conexão com o mundo espiritual.

D'us formou o homem da terra, lhe deu um espírito para administrar sobre a criação e uma alma para que ele sinta através dos seus sentidos todas as belezas da natureza.

O fato de o homem ser formado dos mesmos elementos da terra faz com que ele tenha mais identificação com a terra, de modo que ele não consegue sobreviver se passar muito tempo fora da terra.

O espírito é justamente o elemento que conecta o sobrenatural com o natural, pois sem o espírito o homem seria apenas um animal como os outros.

A alma é o elo do espírito com a matéria, expressando sentimentos espirituais (amor, fé, esperança...) e sentimentos carnais (dor, sede, sono...).

Pelo o fato do homem ser um ser social e relacional, ele precisa de três elementos para se relacionar com o mundo material e o mundo espiritual. O ser humano é o único ser da criação que difere de toda a criação, tanto no mundo material, quanto no mundo espiritual, ou seja, assim como os animais tem a vida e não tem um espírito, os anjos têm um espírito e não tem um corpo material.

Segundo a sua vontade, ele nos gerou, pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas. Tg 1:18

O homem foi criado à imagem do D'us todo poderoso e a semelhança do primogênito de toda a criação. O que isso quer dizer? Ora, D'us é espírito e não tem forma, mas nele reside toda a soberania de governo sobre todas as coisas visíveis e invisíveis, de modo que ao criar o homem ele colocou um espírito dentro do homem para que o ser humano pudesse governar e dominar sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.

O homem foi criado imagem de D'us e a semelhança do seu filho, pois apenas o seu filho tem imagem e aparência humana. Jesus (Yeshua) é participante de toda a obra criada pelo o Eterno, ele é responsável por manter a ordem do reino de D'us aqui na terra.

O filho antes unigênito e agora primogênito é a imagem perfeita do D'us criador, o homem se relaciona com D'us através de seu filho ungido, nele D'us estabeleceu todo o governo do universo.

Porque nele foram criadas todas as coisas que há, nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por ele e para ele; E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele; E ele é a cabeça do corpo da igreja, é o princípio e o primogênito de entre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse. Cl 1:16-19

Por Giliardi Rodrigues

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Um mundo surdo, gago e míope

Mauro Wainstock, diretor do Jornal ALEF

O mundo do terror que Israel está enfrentando não é apenas físico mas ocorre, principalmente, em duas áreas distintas: a da psicologia e a da educação. Que estão intimamente ligadas. Em um mundo pluralista, com raízes, cultura e interesses próprios, cada opinião é emitida de acordo com valores prévios, informações convenientes e modismos efêmeros. O desafio está em explicar o diferente; em conciliar com o desconhecido; em negociar com o estranho.

Mas quando lidamos com o mundo gago, repetitivo, que fala em genocídio e desproporcionalidade, de maneira tão constante quanto hipócrita; tão convincente quanto cínica, e que reluta em ouvir as palavras paz e justiça, ele se transforma no mundo surdo, mais pela inércia e pelo desconhecimento, do que pela deturpação proposital da inegável racionalidade. Que apelida o terrorismo de resistência, e qualifica a morte como bênção divina. É o verdadeiro mundo míope. Vencer a guerra é conseguir fazer com que o mundo da paz acorde o mundo consciente e, juntos, eliminem o mundo irracional.

Mundo míope: educação para o terror

Alguns questionamentos sobre o conflito

Com quem Israel deve negociar a paz ? Com o Hamas... que não reconhece a sua existência, ou com o Irã, que quer “apagá-lo do mapa” ? Você já presenciou uma negociação do presidente Lula com narcotraficantes de alta periculosidade no Palácio do Planalto ? Enquanto representantes brasileiros tentam "importar" a guerra para o mundo pacífico, o diplomata brasileiro Sergio Vieira de Melo é explodido em um atentado com um caminhão-bomba islamita na embaixada da ONU e outro brasileiro, o engenheiro João José Vasconcelos, foi sequestrado e assassinado covardemente pelos êmulos do Hamas - apenas para citar dois exemplos recentes. O justo seria terrorismo de estado ou terrorismo contra estados legitimamente constituídos, como o Brasil e Israel ?

Por que o mundo não apela para que a Espanha dialogue com o ETA, a Colômbia com as FARC, a Turquia com o PKK curdo, os EUA com Bin Laden...

Em quem Israel deve confiar ? No Hamas, que ainda não cumpriu o acordo feito sob as bênçãos da ONU para devolver o soldado Gilad Shalit, sequestrado há mais de dois anos na fronteira com Gaza ? Ou no Hamas que, durante os seis meses do cessar-fogo, continuou disparando milhares de foguetes contra cidades israelenses, leia-se civis, e que não aceitou prorrogar a trégua ? Ou no Hamas, que nunca teve piedade ao explodir restaurantes e ônibus lotados em Tel-Aviv, Haifa e Jerusalém e que também é inimigo de inocentes cidadãos palestinos e dos árabes moderados - que são impingidos a não concretizar a paz com Israel ?

Interesses eleitorais na guerra ? O que os dirigentes de um país de bom senso devem fazer quando cerca de um milhão de cidadãos estão diariamente, há vários anos, sob a mira de milhares de foguetes ? Quais são os interesses eleitorais que podem existir quando o governo e a oposição estão em consenso quanto à importância de silenciar o terror imediatamente ? Quando o mundo vai perceber que, quando se trata de Israel, a única política que vigora é a preservação do único Estado Judeu, aprovado pela ONU há apenas 60 anos ? Como dizia David Ben Gurion, “Israel pode ganhar 50 guerras e nada acontecerá a seus inimigos. Mas, perdendo uma, esta será a última”.

Funeral do soldado Nitai Stern, em Jerusalém

Interesses comerciais com a guerra ? Israel gasta US$ 560 milhões por semana com o conflito. E perde outros milhões com o turismo. Outros milhões com a segurança. E tudo isto em plena crise financeira internacional... Mais: Israel perde vidas, o que é para ele é inconcebível. Por outro lado, a indústria do terror produz uma infinidade de mártires, ganha milhares de adeptos com o pseudo-marketing, mobiliza bilhões de dólares em todo o mundo, enche o bolso de líderes corruptos...

Um Holocausto ? Só se for de críticas orquestradas contra Israel. Será que, ao realizar experiências mórbidas e exterminar milhões de inocentes, apenas para criar a suposta “raça pura”, a Alemanha nazista realmente estava apenas se defendendo - como Israel faz hoje ? Você soube de algum judeu que lançou um foguete sequer contra cidades alemãs antes, durante ou depois da ascensão do nazismo ? Conheceu algum judeu que, algum dia, declarou que tinha como objetivo exterminar todo o povo alemão ? Ou que pretendia doutrinar as crianças judias para terem ódio mortal e eterno dos alemães ? Ou que atacou algum alemão em qualquer lugar do mundo ? Alemão é diferente de nazista !

Por que, quando se fala de palestinos, a mídia não distingue claramente cidadãos inocentes de terroristas sanguinários, mas fala sempre em “causa palestina” ? A “causa” é um legítimo Estado seguro e em paz, ou é a constante matança gratuita, ordenada por seus líderes, e ainda não condenada pelo mundo, com o único propósito de eliminar Israel ? Palestino é diferente de terrorista !

"O bom Deus, que limitou a inteligência humana,
bem que poderia ter limitado também a estupidez"

Konrad Adenauer, ex-primeiro-ministro alemão

Quanto tempo os judeus tiveram que esperar para o mundo dito civilizado se mobilizar durante a II Guerra Mundial ? O tempo necessário para exterminarem 6 milhões de inocentes vidas judaicas. É “proporcional” esperar de novo este tempo ? É “proporcional” que civis israelenses esperem ainda quanto tempo para que os foguetes que hoje atingem suas casas acertem seu coração - apenas para o jogo terminar empatado ? É “proporcional” que o Exército israelense invista bilhões em armamentos de precisão cirúrgica e avise previamente sobre os ataques que vai realizar, tentando com isto evitar a morte de civis palestinos, enquanto os sádicos terroristas aproveitam estas mesmas informações para enfileirar propositadamente inocentes na frente dos canhões, guardar bombas em quartos de hospitais, armamentos em mesquitas e granadas em creches ? É “proporcional” que Israel eduque seus filhos para o futuro, enquanto os terroristas construam o futuro de mais uma geração... de suicidas ?

Você sabia que 10 mil projéteis foram lançados pelo Hamas contra cidades israelenses desde 2001 ? E que, desses, 6,5 mil foram disparados depois de Israel ter saído totalmente da Faixa de Gaza, em 2005, na esperança de obter a paz ? Como crescerão as crianças israelenses que, sob tensão, tiveram que aprender a usar pagers para serem alertados várias vezes por dia sobre um iminente ataque de foguetes ? Quanto tempo ainda milhares de civis israelenses, muitos dos quais bebês e idosos, vão correr apavorados para tentar chegar em 15 segundos aos bunkers e rezar por sua sobrevivência ? Quantos civis israelenses serão obrigados a abdicar do trabalho, do estudo, do lazer, da normalidade do dia-a-dia para poderem ser chamados pela mídia de vítimas, pelo menos esporadicamente, ao invés de serem os permanentes vilões ? Israel deve aceitar quantas mortes e sequestros de civis para começar a reagir ? E quantos foguetes devem cair, mesmo sem vítimas fatais, para ser o momento de se manifestar... com justiça ?

Destruição na cidade israelense
de Beer Sheva: onde está a mídia ?

Por que até agora nenhum país que critica Israel abriu suas portas para acolher, com todo carinho, estes “indefesos” terroristas ? Alô, Hugo Chavez !

Por que o Egito, quando assinou o tratado de paz com Israel, não aceitou o território de Gaza como parte do acordo ?

Por que os palestinos não aceitaram a oferta de Israel de um Estado independente, com o controle total de Gaza, proposto por Ehud Barak a Yasser Arafat ?

Por que o mundo custa tanto a admitir que Israel não inicia guerras, mas mesmo assim está sempre disposto a negociar e a ceder – como fez com o Egito e com os próprios palestinos liderados por Arafat ?

O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert
visita um soldado ferido por foguetes do Hamas

Por que o mundo não contabilizou diariamente quantos civis palestinos e membros do oposicionista Fatah foram torturados e assassinados brutalmente quando o Hamas assumiu o poder em Gaza ? E quantos membros do Hamas - acusados de traição - são assassinados ainda hoje pelos seus próprios companheiros, sem a contagem aritmética pela mídia ?

O que o Hamas faz com os milhões de dólares despejados em Gaza, já que sua população não possui condições mínimas de sobrevivência ? Adquire mais e mais armamentos e premia as famílias dos homens-bomba ?

Quando a mídia vai perceber que jornalismo se faz imparcialmente, deixando as opiniões para o editorial ?

Por que os "humanistas" de plantão, especialistas em diabolizar Israel, que surgem como técnicos de futebol em ano de Copa do Mundo, e políticos em época de eleições, não alertam para as “areias movediças” do mundo selvagem, como a divulgação de fotos deturpadas, informações manipuladas e declarações teatralizadas ? Você sabia, por exemplo, que o canal France 2 divulgou mortes que aconteceram no dia 05 de Janeiro de 2009, teoricamente provocadas pelo Exército de Israel, quando, comprovadamente, elas ocorreram no dia 23 de setembro de 2005, como resultado da explosão acidental de um caminhão que transportava armamentos do Hamas ? A France 2 admitiu que foi enganada pela propaganda palestina... Você se lembra da morte da menina Huda Ghaliya - que na mídia foi atingida por Israel e na realidade por armas terroristas ?

Quantas gerações serão necessárias para os palestinos entenderem a histórica frase de Golda Meir: "Não odeio os árabes por tentarem matar nossas crianças; os odeio por nos fazer matar suas crianças. Não haverá paz com os árabes enquanto eles nos odiarem mais do que amam suas crianças".

Crianças palestinas vítimas do terror:
aprendendo o verbo odiar antes do amar

Quando o Irã e o Hamas vão implementar algo parecido com a declaração de independência de Israel, que desde 1948 é taxativa: “Nós estendemos a mão da amizade, da paz e da boa vizinhança a todos os Estados que nos avizinham e a seus povos”. E quando alguém vai passar uma borracha na frase “Israel continuará existindo até que o Islã o apague”, que consta em letras maiúsculas no “Pacto do Hamas” desde a sua criação ?

Quando a ONU vai entender que Israel é um país a ela filiado e o Hamas um dos grupos que aterrorizam a ordem mundial ?

Será que a ONU tem tamanha ingenuidade a ponto de acreditar que o terrorismo contra Israel é tão somente por um pedaço no mapa mundi ? Será que ela realmente não percebe que, por trás de tudo isto, há o doentio e incontrolável desejo de eliminar o único Estado Judeu, custe o que custar, e a intenção de criar mais uma fanática e opressora República Islâmica ? Até quando a ONU vai fingir que não ouve as ameaças, verbais e expressas, neste sentido, feitas diariamente pelo Irã e pelo Hamas ? Quando o mundo vai repreender de fato este terror psicológico, e físico, com eficazes sanções comerciais, diplomáticas etc ? Quando vai proibir que poderosos armamentos bélicos sejam contrabandeados por seus filiados a grupos considerados terroristas ? Quando vai publicar uma resolução para que o Sudão interrompa imediatamente a carnificina que já matou 300 mil cristãos, que dê um basta à tirania assassina de Ruanda e encerre de vez com os conflitos entre as 300 tribos que se entredevoram na muçulmana Somália ? Enfim, quando vai transformar propostas inócuas e paliativas em uma solução de paz definitiva ?

Quantas vezes a ONU criticou publicamente ataques antissemitas que vem ocorrendo há décadas contra entidades judaicas em vários países – muito antes do atual conflito ? Ou será que Israel será sempre declarado culpado pelo simples fato de existir e isto autoriza/justifica pichações, incêndios e é, por si só, um sinal verde para aterrorizar e matar judeus em sinagogas e cemitérios no mundo inteiro ? A “Noite dos Cristais” começou assim...


Por que a ONU não reconhece publicamente que o Hamas está cometendo três crimes simultaneamente: disparando foguetes contra alvos civis, utilizando sua população como escudo e pregando a destruição de um país membro de sua própria entidade ?


O mundo da inteligência precisa encontrar urgentemente o mundo da ação – e da conciliação. Que o mundo da paz possa comemorar algum acordo definitivo no Oriente Médio e que as palavras “Shalom” e “Salam” sejam realmente sinônimas de harmonia, convivência e civilidade no mundo do futuro.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O Reino

Segundo o comentário de David Stern o reino não se refere a um lugar especifico e nem a uma época, mas a uma condição na qual a liderança de D'us é reconhecida pela humanidade, e uma condição na qual as promessas de D'us de um universo restaurado, livre do pecado e da morte, são, ou começam a ser, cumpridas.

O Reino de D'us é aquilo que podemos entender por completo e que abrange tudo em todos os aspectos. O reino de D'us foi revelado aos homens através da pessoa de Jesus (Yeshua), podemos muito aprender sobre o reino através dos seus ensinamentos.

A base de todos os ensinamentos de Yeshua é exercer justiça com amor a D'us e respeito ao proximo, mas para que isso seja realizado de maneira integral temos que entender o princípio deste mandamento. Amar a D'us consiste em amar o próximo como se ama a si mesmo, ou seja, quem ama o próximo não deseja injustiça para o outro, de modo de quem ama e respeita o outro não quer ser beneficiado na injustiça do outro.

Se alguém diz: Eu amo a Deus, e não ama o seu irmão, é mentiroso. Pois, quem não ama o seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? (1Jo 4:20)

O Reino nos revela todos os propósitos de D'us com relação ao homem, de maneira que a sua manifestação estabelece a plenitude e o conhecimento do governo único do D'us verdadeiro. Quando o reino é chegado toda a injustiça desasparece, toda violência é aniquilada, todas as enfermidades são extintas, toda miséria acaba e todas as trevas são dessipadas.

A luz do reino de fato espanca as trevas, a ordem é restabelicida no meio do caus, todos os elementos passam a ter harmonia entre si, de modo que tudo é restaurado ao seu plano original.
É interessante pensar que somente quem faz parte do reino é que pode anunciar o reino as outras pessoas, é de suprema importância a proclamação do reino, pois a palavra profética juntamente com ações tem como objetivo antecipar a sua plena manifestação.

Segundo Cunha e Wood qualquer igreja local, rica ou pobre, com ou sem pessoas capacitadas, em qualquer comunidade, seja numa favela ou no sertão, pode empregar essas ações, esses gestos que mostrar o povo que ele pode mudar, que a transformação é possivel, que o fatalismo é uma mentira, que D'us se importa com a vida humana como um todo e que o Reino está chegando.

Estas ações proféticas que proclamam a vontade de D'us e ajudam o povo a alcançá-la, devem ser exercidas com critério de forma dirigida e estratégica no sentido de quebrar as mentiras e transformar a cosmivisão do povo. Devem ser iluminadas pelo o Espirito Santo, direcionadas por D'us atendendo as necessidades locais e, preferencialmente, utilizando recursos da comunidade. É positivo que as ações proféticas estejam associadas ao evangelismo, como forma de proclamação da vontade de D'us.

É necessário educar as pessoas dentro do padrão de justiça, para que o Reino seja conhecido e reconhecido diante dos homens, e que a sociedade cultive um conceito e uma prática de comportamento ético.

A ÉTICA

Ética: Estudos de juízos de apreciação referentes à conduta humana, do ponto de vista do bem e do mal.* conjunto de normas e princípios que norteia a boa conduta do ser humano. (dicionário Aurélio – 4* Edição revista e ampliada, FNDE/PNLD 2001).

A ética da Torah está totalmente fundada na relação do homem com o seu próximo, ou seja, o problema do outro também é problema de todos. Nisso podemos construir uma sociedade embasada em princípios de justiça (raiz em hebraico Tsedaká).

Tsedaká, (hebraico: צדקה) é o mandamento judaico traduzido muitas vezes, erroneamente, como caridade. Tem origem na palavra tzedek (justiça) sendo uma tradução mais precisa justiça social. É a obrigação que todo judeu tem de doar algo de si, quantificado em no mínimo 10% dos ganhos, ao necessitado judeu ou filho de Noé. Também podem ser doados trabalho ou conhecimento e todos os judeus têm que cumprir o tzedaká, tanto os ricos quanto os miseráveis e as crianças. – (Wikipédia.)

A ética é uma estrutura de valores que determina o comportamento apropriado do homem em sua vida social, individual e espiritual. É basicamente um modo correto de viver. (Igor Miguel, 2008)

A ética da Torah.

Durante centenas de anos muito se tem discutido sobre ética e seus valores para a sociedade. Desde as primeiras civilizações até os dias atuais o homem vem sempre buscando estabelecer regras de boa conduta para manter a ordem e a harmonia dentro de sua comunidade.

A ética se tornou um motivo de preocupação universal em suas diversas e variadas culturas, buscando a educação do individuo para a formação de uma sociedade com princípios morais.

Baseando na Torah a ética tem um valor fundamental na vida e na propriedade de uma sociedade. Essa verdade educa o comportamento de seus membros em todos os seus aspectos, seja no relacionamento familiar, interpessoal e com relação com D'us.

A Torah abrange incontáveis exemplos de como devemos viver em plena harmonia com relação e respeito a nossa vida, ao próximo, a natureza e principalmene a D'us.

Ser ético significa praticar atos de justiça. Amar a D'us sobre todas as coisas e ao próximo com a si mesmo é o maior mandamento das escrituras, isso deve a base para vida e a conduta de uma prática que abrange todos os relacionamentos humanos.

“Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a fazeres. Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; Porquanto te ordeno, hoje, que ames ao Senhor, teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas e te multipliques, e o Senhor, teu Deus, te abençoe na terra a qual entras a possuir.” (Dt 30:14-16)

Tudo na vida é uma questão de escolhas, eu que escolho praticar o bem ou o mal, ser justo ou injusto, ser ético ou não ser ético. Não existe forças nos céus, no mar ou na terra que obrigue o homem praticar o mal, cada um tem dentro si um potencial e a capacidade de escolher qual caminho seguir.

Ao contrário, que muitos pensam a inclinação para o mal pode ser driblada através de educação, respeito, amor e justiça. A ética é o equilíbrio permanente onde o bem domina sobre o mal, dominar nossos instintos e tentações da vida é exercer o nosso livre arbítrio de forma positiva.

A Torah contém todos os ensinamentos necessários para se chegar a um determinado lugar, que deve ser o da santidade, moralidade e ética, de modo que a compreensão e pratica destes ensinamentos possa tornar as pessoas mais verdadeiras por dentro e por fora.