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sábado, 12 de março de 2011

O MESSIAS NO EXÍLIO, ou O CRISTO QUE NUNCA FOI CRISTÃO.


Por Giliardi Rodrigues

Tudo isso pode causar espanto, pode chocar. Mas é verdade.

Jesus Cristo como é popularmente conhecido pelo o mundo inteiro, nunca foi cristão. Ele não nasceu no dia 25 de dezembro. Também não foi o fundador do cristianismo. Ele nunca frequentou uma igreja católica ou protestante. Nunca usou orla (veste romana). Jesus nunca cobrou dizimo de ninguém. Jamais ensinou ou pregou contra a lei do Senhor. Jesus em tempo algum disse fazer parte da trindade e muito menos quis ser Deus ou semelhante a ele. O fato é que existem muitos falsos conceitos a respeito de Jesus, a começar pelo o seu próprio nome que não é “Jesus”.

A maioria das pessoas imagina Jesus com vestes brancas, pele branca, barba bem feita e com olhos claros. Pelo menos essa a figura que o ocidente tem a respeito do homem que nasceu há mais de 2000 anos na terra de Israel. Deste modo a “Judeidade” de Jesus ficou reduzida na consciência corriqueira dos cristãos.

O cristianismo transformou Jesus em um Ídolo, em um ícone da religiosidade. Criaram uma imagem daquilo que um hebreu não é, e nunca foi. O cristianismo desconectou Jesus de sua raiz semita e de sua cultura judaica. E pior para muitos ele é um semideus, ou seja, é ao mesmo tempo homem e Deus.

Ao contrário do que maioria esmagadora dos cristãos pensa Jesus era judeu e nunca deixou de ser. As pessoas associam o termo “Judeu” somente à identidade nacional. Judeu não é quem nasce em Israel, mas quem tem descendência de sangue de Abraão. Prova disso é que existem judeus brasileiros, argentinos, africanos, americanos e de toda parte do mundo. Muito mais que um cidadão israelita, Jesus era judeu da linhagem da tribo de Judá.

O nome hebraico do filho de Yossef (José) e Miriam (Maria) é “Yeshua”. Ele nasceu em Beit Lechem (Belém). Foi circuncidado no oitavo dia. Cresceu e foi educado nas escrituras sagradas. Ao completar 12 anos fez o Bar Mitzvá no templo de Jerusalém. Mais tarde se tornou um rabino e ensinava nas sinagogas. Ele sempre fez questão de recitar o “Shemá”, se vestia como um judeu, se alimentava como um judeu e como um exímio praticante da Torá celebrava todas as festas bíblicas.

Yeshua (Jesus) é muito mais judeu praticante do judaísmo do que um cristão católico ou protestante. Ele nunca rejeitou o seu povo ou se declarou contra a religião judaica. Pelo o contrario, como praticante fiel da religião judaica ensinou que a verdadeira religião é pura e sem mácula. Esse foi o motivo de centenas de debates com um grupo dos fariseus. Yeshua também não era contra os fariseus, mas contra a hipocrisia e as mentiras dos fariseus.

Com os cristãos não é diferente. Existem cristãos bons e cristãos maus, assim também existem judeus bons e judeus maus. Hipocrisia existe tanto no meio cristão, quanto no meio judaico. Da mesma forma que existem judeus e cristãos justos que buscam acima de tudo agradar ao Eterno obedecendo à lei do Senhor e seguindo a sua palavra (Bíblia).

As mentiras inventadas a respeito de Yeshua já foram motivos de muita guerra entre judeus e cristãos. Tenho absoluta certeza que ele nunca se agradou disso, jamais ele pregou violência ou ensinou fazer guerras.

Por séculos os judeus foram acusados de terem matado Jesus, isso foi o motivo de muitas atrocidades e inúmeras perseguições. Pelo nome de Jesus os romanos destruíram o templo de Salomão. Expulsaram os judeus de Israel, mataram milhares na maldita inquisição católica, forçaram muitos judeus a trocarem de nome, abandonar o judaísmo e a se converterem ao catolicismo. Mais tarde, Hitler que também era cristão, promoveu o assassinato de aproximadamente 6 bilhões de judeus no holocausto.

Tentaram de todas as formas apagar a cultura e a memória judaica. Por séculos os judeus foram exilados em terras pagãs. A língua hebraica foi quase ou praticamente esquecida. Judeus tinham medo de falar eram judeus devido o antissemitismo que estava espalhado pelo o mundo. Os judeus tomaram aversão e horror ao nome de Jesus devido às atrocidades cometida por parte dos cristãos. Justo a religião que prega a paz e o amor, por séculos promoveu guerras e matanças. É compreensível que parte dos judeus tenha horror ao nome de Jesus, pois através deste nome parte dos cristãos perseguiram e mataram milhares de judeus.

O grande problema é que quase nunca um judeu vai associar o Jesus Cristão com o Yeshua Ben Davi. Creio que os judeus não teriam dificuldades em compreender Yeshua (Jesus) dentro do contexto judaico pelo qual ele viveu. Seria muito mais coerente contextualiza-lo do que desconfigurá-lo.

Primeiramente porque Jesus era judeu, nascido na Galileia, nunca saiu das terras de israel. Nasceu, cresceu, estudou e morreu sendo judeu. A igreja católica assassinou a imagem do Judeu Galileu para criar a imagem do Jesus Romano. Desta forma o Cristo Cristão está totalmente contraposto ao Messias tão esperado por Israel.

Ainda tem cristão que diz que eles vão todos para o céu e os judeus todos para o inferno, pois judeus não aceitam o JESUS CRISTO. Ora, se os judeus não aceitam a cristo é por culpa dos próprios cristãos que pregam um cristo totalmente fora do Messias da bíblia.

Mas quanto à salvação dos judeus os cristãos não precisam se preocupar, pois mesmo está escrito na bíblia que o próprio Senhor tapou os olhos de Israel para que a mensagem das boas novas do reino alcançasse os confins da terra e que chegaria o tempo de Israel reconhecer e aceitar o “Messias”.

Assim o profeta profetizou:

E o Senhor primeiramente salvará as tendas de Judá, para que a glória da casa de David e a glória dos habitantes de Jerusalém não seja exaltada acima de Judá. Naquele dia, o Senhor amparará os habitantes de Jerusalém; e o que de entre eles tropeçar, naquele dia, será como David, e a casa de David será como Deus, como o anjo do Senhor diante deles. E acontecerá, naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vieram contra Jerusalém; E sobre a casa de David, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão, como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito. (Zacarias 12:7-10).

Nos últimos dias o Senhor irá restaurar Israel para o Reino do leão da tribo de Judá. E irá destruir todas as nações que vierem contra Israel. Nestes últimos dias Israel será um cálice para tontear as nações e vencerá todas as nações que virá batalhar contra ela. O guarda de Sião não dorme e não dormitará, o Senhor zela pelo o seu povo. O profeta Daniel diz que o Messias vem nas nuvens dos céus com uma armada de anjos poderosos para reinar com vara de ferro sobre toda a terra.

O profeta Zacarias diz no capitulo 14 que o trono do Senhor será estabelecido em cima dos montes de Israel, que neste dia grande será a salvação, pois o nome do Senhor será conhecido em toda a terra e quem invocar o nome santo do TODO PODEROSO será salvo. Neste tempo todas as nações da terra subirão para adorar o grande rei e celebrar a festa de Sucot (Tabernáculos) e a nação que não subir será castigada com a falta de chuva.

O apostolo João disse na carta de apocalipse que o Messias então irá separar 144.000 (Cento e quarenta quatro mil) judeus que irão governar juntamente com ele a multidão dos salvos pela qual não se podia enumerar que estava diante do trono do Eterno aos pés do monte Sião.

Todo joelho se dobrará diante do Messias e toda língua o confessará como Rei de justiça.


Um comentário:

Ronaldo disse...

Bom estudo e um excelente texto. a maioria das pessoas se esquecem completamente que Jesus foi judeu. Muito bom!