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terça-feira, 1 de março de 2011

DESMENTINDO A TRINDADE e REVELANDO A VERDADE.

Por Giliardi Rodrigues


Tertuliano "criou" Atanásio "defendeu" e Constantino "oficializou".


Em nenhum lugar da bíblia podemos encontrar a palavra “Trindade”. Embora a doutrina da trindade sendo uma das vértebras do cristianismo, ela não é bíblica, pois foi criada em um período pós-bíblico. Mas exatamente constitucionalizada como dogma da igreja católica no concilio de Niceia no ano 325 da era cristã.

O desconhecimento histórico sobre a origem do dogma da trindade faz com que seus devotos aceitem a doutrina como verdadeira. No entanto uma pesquisa pode levar a pessoa a questionar e verificar a autenticidade daquilo que lhe é posto como verdade.

Tertuliano foi o primeiro autor cristão a produzir uma obra literária. Ele também foi primeiro teólogo a criar e a citar o termo “Trindade”. Logo esse vocábulo passou a fazer parte da linguagem da teologia cristã. Segundo Tertuliano, Pai, Filho e Espírito Santo são um só Deus subdividido em três pessoas. Distintos apenas em manifestação, grau e forma.

Por volta do quarto século Atanásio de Alexandria argumenta sobre os textos de Tertuliano que o Pai, Jesus e o Espírito Santo eram as mesmas pessoas.  Em oposição, o presbítero Ário assegurava que Jesus foi gerado do Pai e que ao mesmo tempo estava subordinado ao Pai, pois Jesus mesmo disse que ele e o Pai eram um no sentido de unidade, Jesus também disse que o Pai era maior do que ele e que o filho não fazia nada se não fosse da vontade do Pai.

No ano 325 E.C após um imperador pagão idolatra chamado Flavius Valerius Constantinu se simpatizar com cristianismo essa questão entrou em profundo debate. Era o dogma de Tertuliano sendo defendido por Atanásio contra a defesa bíblica de Ário. No entanto o imperador Constantino se declinou para o lado da tese de Atanásio, rejeitando assim os conceitos expressos por Ário, que embora firmemente baseados na bíblia foram descartados e declarados como heresia.

O Imperador manipulou, pressionou e chantageou todos os bispos participantes do concilio para garantir que votariam no que ele acreditava e não no consenso a que os bispos chegassem. Os dois bispos que votaram a favor de Ários foram exilados e os escritos de Ários foram destruídos. Constantino decretou que qualquer um que fosse apanhado com documentos arianistas estaria sujeito à pena de morte. Assim, as decisões do concilio de Nicéia foram fruto de uma minoria.

Dos 318 bispos presentes a maioria foi ameaçada por Constantino, tornando assim a votação acerca do debate tendenciosa. Não somente a questão da trindade, mas também tudo o que fosse do interesse de Constantino era aprovado com facilidade. Deste modo o imperador Constantino foi um dos principais responsáveis por implementar e oficializar o dogma da trindade ao cristianismo.

Ao poucos a religião romana foi tomando grandes proporções, e em contra partida o imperador disse que quem cooperasse com ele; em troca, ajudaria destruir todas as outras seitas, tornando assim o cristianismo católico a única religião verdadeira.

Conclusão.

A doutrina da trindade não é bíblica. Foi introduzida forçadamente e manipulada por Constantino no concilio de Niceia. Quase 1300 anos surgi Lutero em oposição a algumas praticas do catolicismo romano, mas aceita o dogma da trindade como legitimo. Deste modo todos os movimentos cristãos protestantes, reformados e renovados aceitam a doutrina da trindade como verdadeira.

Muitas pessoas usam até a bíblia para defender o dogma da trindade sem conhecer o contexto histórico e o pano de fundo que fica por trás desta heresia. Tais pessoas demonstram desta forma ignorância histórica e desconhecimento acerca dos registros eclesiásticos.

21 comentários:

@igorpensar disse...

Giliardi,

Cadê as fontes meu velho? Não solta as coisas assim não. Qual obra, as referências, etc...

Vamos lá, veja alguns pontos carentes de critério:

1) "Nenhum lugar da bíblia podemos encontrar a palavra "Trindade"
R: É verdade, mas nem por isso, o conteúdo teológico associado ao termo é anti-bíblico. Como o termo "soberania", "cânon", "hermenêutica", "teologia" ou a expressão "bíblica" (usada por vc tantas vezes) não são termos que aparecem literalmente na bíblia, mas sintetizam em categorias conceitos complexos que emergem da verdade revelada nas Escrituras. Eu não acredito em livre-arbítrio, mas tem um monte de gente que jura que isso tá na Bíblia, ele também não está lá.

2) "a doutrina da trindade... não é bíblica"
R: que petulância! Como não? Ora a doutrina trinitária afirma claramente que Deus é um Só (Credo Niceno) e afirma a complexidade relacional deste Deus, e que nesta complexidade é Pai, Filho e Espírito. Ou você tem alguma dúvida da plena divindade de Jesus, se o tiver, ou considera uma "mini-divindade" (que seria pagão e idólatra) ou percebe o Espírito como uma força (excluindo a atuação de Deus no mundo, pois ele opera nos santos por seu Espírito). A trindade, insisto, preserva a complexidade de Deus no mundo sem comprometer o monoteísmo bíblico.

3) "O desconhecimento histórico sobre a origem do dogma da trindade faz com que seus devotos aceitem a doutrina como verdadeira."

R: Desculpe, aqui você foi bem ousado, quase petulante. Eu diria o contrário: o meu desconhecimento histórico me fez negar o fundamento bíblico da doutrina. Após ler trechos e textos "ad font" dos principais autores (não sei se vc fez a mesma coisa) como Tertuliano, Atanásio, os Pais Capadócios, Agostinho e a síntese protestante de João Calvino, não vi qualquer brecha na doutrina trinitária para um triteísmo. Ao contrário, vi exatamente o contrário. Por isso, por ler as fontes históricas da doutrina, reafirmei a fundamentação da doutrina. Não confunda "triteísmo popular" com "trindade histórica".

[continua...]

@igorpensar disse...

4) "o presbítero Ário assegurava que Jesus foi gerado do Pai e que ao mesmo tempo estava subordinado ao Pai, pois Jesus mesmo disse que ele e o Pai eram um no sentido de unidade, Jesus também disse que o Pai era maior do que ele e que o filho não fazia nada se não fosse da vontade do Pai."

R: Aqui é falta de leitura mesmo. Observe, Ário nunca afirmou que Jesus foi "gerado" do Pai no sentido, que Niceia deu. Gerado para Ário tinha o sentido de "criado", ou seja, que Jesus era uma criatura, por isso uma divindade menor que o Pai, e a mais exaltada das criaturas. Resultado? Idolatria, triteísmo. O credo Niceno foi elaborado justamente para refutar este tipo de heresia. Nenhum dos teólogos trinitários ignorou a subordinação do Filho ao Pai, Calvino chamava isso de "ordem hipostática". Ou seja, existe uma subordinação quanto às funções, mas não quanto a natureza, do contrário, teremos divindades independentes e isto seria, novamente, idolatria. Este era o ponto do Credo Niceno, preservar simultaneamente a distinção entre as "personas" da trindade, e a unidade indivisível da natureza divina (monoteísmo).

5) "Era o dogma de Tertuliano sendo defendido por Atanásio contra a defesa bíblica de Ário."

R: Agora me assustei, nunca imaginei que você fosse tão longe. Defender o arianismo como "bíblico" é o cúmulo da desconfiança. Cara, Ário pregava uma heresia descomunal, colocava Jesus na categoria de divindade criada, um absurdo sem medidas. Se Jesus é uma divindade criada, ele é um semi-deus, localizado somente na história, mas não na eternidade. Mano, vale a pena você estudar um pouco mais em fontes de credibilidade o debate. O arianismo é uma heresia antiga, que já deveria ter sido extirpada da Igreja há anos, e você está dizendo que ela é bíblica? Que loucura! Estou chocado.

6) Cara, o Concílio de Niceia fora organizado a partir de Constantino, mas foi um concílio "ecumênico" (no sentido positivo do termo), ou seja, fora organizado com representantes de várias comunidades e episcopados cristãos do mundo, não houve monopólio "romano", houve um consenso histórico da Igreja, para protegê-la da heresia ariana, do modalismo (que vc não citou etc).

7) "Muitas pessoas usam até a bíblia para defender o dogma da trindade sem conhecer o contexto histórico e o pano de fundo que fica por trás desta heresia. Tais pessoas demonstram desta forma ignorância histórica e desconhecimento acerca dos registros eclesiásticos."

R: O ápice de sua pretensão. Você dizer que as pessoas não conhecem a história eclesiástica é o fim. Meu caro, com todo respeito, você falar isso de um Agostinho de Hipona, de João Calvino, de um Alister McGrath, Oskar Skarsaune ou de um Justo L. Gonzalez é de uma arrogância desmedida, esta turma leu mais bíblia no original do que eu e você juntos. São homens que tem acesso a bibliotecas e livros, que você eu provavelmente jamais visitaremos.

Giliardi, posso ser honesto? Cara, nunca mais escreva um texto como esse. Só faça-o quando estiver seguro, citando as fontes, tomando cuidado com os conceitos e depois de ler muito, mas muito mesmo. Cara, são tratamentos teológicos assim, que me fazem confiar ainda mais nas escolhas que o Espírito Santo, por graça em Jesus Cristo, me conduziu a fazer.

Te convido, com todo amor e honestidade, que você reconsidere suas impressões teológicas a respeito da trindade. Elas estão cheias de lacunas e faltam referências.

Indico a todos: http://pensarigor.blogspot.com/2011/01/serie-trindade-parte-i.html

Nota: caso este post não seja publicado, na íntegra em seu blog. Será um artigo no meu, pois este texto não pode ficar isento de crítica.

Em Cristo,
Igor Miguel

Júniør 777 disse...

Também fui vítima disso por quase um ano inteiro. Citavam-se "ditas" afirmativas e feitos de Tertuliano, Atanásio, Constantino, Agostinho, Inácio de Antioquia e até Policarpo foi colocado no meio das acusações de anti-semitismo, heresia, etc., porém nunca fora dada qualquer fonte histórica que sustentasse a procedência das acusações. Hoje, conhecendo algumas obras dos mesmos que até comecei a criticar sem conhecer, tenho visto quão bíblicas são suas apologias e seus ensinamentos. Dou graças a Deus que não me deixou prosseguir nessas idéias insustentaveis bíblica e historicamente. Espero que Deus ilumine a todos...
Graça e Paz.
Em Cristo,
Jaime Júnior

@igorpensar disse...

Junior,

Que bom que recebestes a mesma iluminação. Infelizmente, a raiz disso tudo está nos movimentos restauracionistas, primitivistas e no anabatismo (conhecido como reforma radical ou hiper-protestantismo). Leia estes artigos abaixo:

http://pensarigor.blogspot.com/2010/11/restauracionismo-e-negacao-da-tradicao.html

Agora, veja esta citação que traduzi de James K.A. Smith:

Por James K.A. Smith*

* Ph.D., Villanova Univeristy é professor associado de filosofia e diretor do Seminário em Estudos Cristãos no Calvin College.

SMITH, James K.A. Who is Afraid of Postmodernism? Grand Rapids: Baker Academic, 2006. p.128-130 (tradução e grifo nosso).

Ao longo [do liberalismo teológico] uma trajetória evangélica mais conservadora (e a reforma não é toda inocente aqui), reconhecia que cristãos não poderiam simplesmente abandonar as particularidades históricas do evento cristão: o nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Porém, houve ainda uma rejeição quase platônica e quase gnóstica da história material neste evangelicalismo, o que faz tal Igreja dominada por um a-historicismo que nós chamamos de primitivismo. O primitivismo persiste em um envolvimento mínimo da ação de Deus na história (que se restringiria à vida de Cristo e geralmente ao I século da atividade apostólica) e assim coloca a Igreja do Novo Testamento no I século como modelo para a prática contemporânea. Isto geralmente ocorre por causa de uma rígida distinção entre Escritura e Tradição (esta tardia e geralmente rotulada de "tradição dos homens" fazendo oposição ao que foi "dado por Deus" pela realidade das Escrituras). Por causa disso, o primitivismo é tão contra credos e tão anti-católico,** rejeitando qualquer senso de que o que foi desenvolvido pela Igreja entre o I século e o século XXI é fundamentalmente normativo para a fé e prática atual (a questão da formação do cânon é uma interessante exceção aqui). Credos ecumênicos e confissões -- tal como o Credo Apostólico ou o Credo Niceno -- que unem a Igreja através do tempo e ao redor do globo não são "vivas" na prática de culto primitivista, o que reforça o senso de autonomia ou mesmo isolamento, enquanto ao mesmo tempo afirmam um conexão direta às práticas apostólicas do I século.

Eu penso que este a-historicismo anticatólico deriva-se da absorção de aversão moderna à lógica da encarnação e a afirmação de que a criação é boa -- e consequentemente a afirmação de personificação, mudança, tempo, história e por isso, tradição. Afirmar a bondade da criação (Gn 1:31) é afirmar a bondade do tempo, o desdobramento do tempo na história, e o fruto deste processo na tradição. Como John Milbank observa, não é apenas a criação material que "participa" em Deus; nossa própria humana poiesis, ou "fazer", é um tipo de co-criação que também participa na transcendência de Deus. Em outras palavras, o fazer cultural do homem -- incluindo o fazer cultural das instituições da Igreja e práticas ao longo do tempo -- é uma arena da atividade continuada do Espírito e da Revelação.
____________

**O uso do termo "católico" e "catolicidade" em Smith, refere-se à universalidade da Igreja, ou seja, que a Igreja atua no mundo e na história, e que esta ação não está isenta da operação do Espírito Santo. O termo católico aqui transcende a Igreja Católica Romana.

Giliardi Rodrigues disse...

Igor,



Obrigado pelas criticas textuais e contextuais.

Mesmo quando era cristão sempre tratei o dogma da trindade com muita desconfiança, pois nunca consegui compreender que um é três e três é ao mesmo tempo um.

Passei a estudar e buscar fontes, mas nunca encontrava uma fonte que não fosse tendenciosa a respeito deste assunto. Quem se posicionava contra estava em um extremo e quem estava a favor se encontrava no outro extremo.



Pois bem...



Resolvi então parti para a fonte principal – a bíblia.

Não encontrei nada a respeito de trindade. Sim, encontrava textos que citava Pai, Filho e Espírito Santo – Mas o fato de citar, não prova nada sobre trindade.

Aliás, foi através de você mesmo que este assunto me alavancou. Há tempos atrás você era trinitariano, se tornou Monoteísta e agora voltou a ser trinitariano novamente? Não entendo! Fica parecendo um cameleão que se transforma de acordo com o ambiente que vive ou talvez você nunca entendesse o que é realmente trindade e por isso vive fazendo adaptações e revisões teológicas (Mas, não acho necessário partir para o lado pessoal, vamos continuar dialogando sobre a ideia).



Enfim Igor,



Cada um segue o caminho que acha que deve seguir e acredita naquilo que acha que deve acreditar.

Particularmente, não aceito nenhuma doutrina ou dogma religioso que não esteja abalizado com as escrituras.

Por mais que se tente provar o contrário, trindade não é bíblica. É um dogma que foi desenvolvido a partir de concílios por pagãos convertidos ao cristianismo que associaram o Eterno com seus deuses e com suas entidades.



Não me baseio na doutrina de Àrio para falar sobre trindade. .

Não me importa o que Calvino, Lutero, Agostinho, Spurgeon, John Wesley, Platão, Aristóteles ou qualquer outro teólogo ou filosofo pensa a respeito da bíblia.

Tão pouco me interessa saber sobre Maimônides, talmude, zohar, sidur e outras fontes judaicas que desenvolvem doutrinas que não são bíblicas.

Posso até considerar historiadores, teólogos, reformadores no que tange estudos sobre historia, mas não sobre doutrinas bíblicas.



Blog não é monografia.

Por isso, não acho necessário ficar citando fontes (livros) para carregar os textos de citações e confirmar o que está sendo escrito.

Fontes extra-biblicas sejam elas contra ou a favor são tendenciosas.



Igor,



Obrigado pela a explanação e pelas considerações.

Sinta-se a vontade para postar suas opiniões, criticas e sugestões.



Que o Eterno lhe guie no caminho da verdade.

No Messias

Giliardi Rodrigues.

Giliardi Rodrigues disse...

Igor,

O blog trocou de nome e está passando por uma reformulação justamente por isso.
Todo doutrina que não for abalizada biblicamente será rejeitada.

A palavra Deus vem de Dyeus que era um panteão proto romano.
DEUS, D´us ou D-us não será mais usado nos textos para se referir ao Eterno.
O termo Hermenêutica nunca foi usado, pois vem do teônimo Hermes que era um divindade grega de inúmeros segredos e de mirabolantes interpretações. (A bíblia não pode se interpretada a partir deste método).
Velho testamento e Novo testamento também não são termos adequados.
Livre arbítrio e predestinação também são doutrinas teológicas baseadas em textos bíblicos, Isso não quer dizer que nenhuma esteja correta (Não acredito em nenhuma das duas).

não há nenhuma petulância em se posicionar contra a trindade, pois ela não está na bíblia.
Petulância é afirmar que Pai, Filho e Espirito Santo são Deus.
Mas, quem é Deus?
Você sabe muito bem que o termo DEUS é de origem pagã.
Pai, Filho e Espirito Santo são ZEUS?

Giliardi Rodrigues disse...

Igor,



São interessantes suas colocações. (Faça isso sempre que puder).



Mas, o que aconteceu com você, acho que aconteceu um pouco comigo também.

Essa questão de identidade e de posicionamento com relação a isso ou aquilo às vezes é complicado mesmo.

Confesso que tive que me afastar do cristianismo protestante, pois já não estava mais me identificando com o ambiente.

Por outro lado, percebi que estava adentrando em um sistema desconhecido e que poderia ao mesmo tempo me perder.



Se não sou um Judeu segundo a Halacha, qual é a finalidade de usar uma mascara judaica? Nenhuma!

Seja judeu ou gentio o Eterno não faz acepção de pessoas.



A questão não é buscar o caminho da autonomia teológica, mas buscar o caminho da verdade.

Para isso, é necessário rejeitar tudo aquilo que não é bíblico.

Hoje não importa o que grandes mestres que me antecederam pensaram.

O que me importa é que o Espírito do Eterno me conduza pelas as veredas da justiça.

O que me importa é buscar ser obediente ao Eterno.

Assim como o Rei Davi tenho prazer na obediência ao Senhor.



Igor, eu não sigo judaísmo e nem cristianismo.

Ambos os sistemas são dogmáticos e hipócritas demais.

Religião não um fim para dizer quem está certo ou errado,

Mas, pode ser um meio pelo qual podemos crescer na graça e no conhecimento do Senhor.



Separei-me do cristianismo e do messianismo,

Mas não me separei das pessoas.

Percebi que poderia desenvolver a espiritualidade fora da religiosidade.

Com isso não agi com rebeldia aos meus antigos lideres e tão pouco busquei autonomia religiosa e teológica.

O amor e o respeito tem sido um instrumento que me uni às pessoas. É me dado à oportunidade de desfrutar dos benefícios da fé sem ser ecumênico e relativista.



Se me perguntarem hoje:



Você é Cristão? Respondo que não

Você é Judeu? Respondo que não

Você é messiânico? Respondo que não

O que você é? Respondo que sou servo do Reino do Eterno.



Igor agradeço de coração pelas criticas e pelas considerações.

Um dia desses de repente a gente senta para trocar umas ideias.

Ficarei muito honrado de ser convidado á um dia poder visitar sua nova comunidade.



No Messias

Giliardi Rodrigues.

@igorpensar disse...

Olá Giliardi,

Muito obrigado por seus esclarecimentos. Pelos pontos levantados. Honestamente, fico ainda mais agradecido por você ter publicado meu posicionamento. Isto é honestidade intelectual, as vezes as pessoas não entendem quando eu publico comentários que mereciam ser excluídos, eu os faço por "honestidade intelectual" entende?

Agora, tem um ponto que me pareceu muito ousado, sua afirmação de que "eu pareço uma camaleão", me deixe explicar isso:

Antes de ser restauracionista, eu fui metodista, estudei 4 anos teologia cristã em um seminário. Me afastei da ortodoxia cristã, pelo mesmo zelo que você está tendo agora, pois minha decepção, como a sua, era com um "evangelicalismo em crise teológica", qual é a tendência? Correr para a Escritura, e levar a "ideia protestante de leitura individualizada da bíblia" até as últimas consequência. Se seguirmos este caminho, sem considerar a tradição histórica, cara, vamos acabar questionando o "cânon" do Novo Testamento por exemplo. Como diz meu pastor, a "tradição" é inocente até que me provem o contrário. Observe, você (como eu fazia) já vai para a tradição cheio de pre-conceitos, e daí não consegue ver que as coisas não são tão conspirativas e diabólicas assim, faça o contrário, veja, se a coisa realmente não está lá na Bíblia. Foi o que fiz e fiquei maravilhado, em rever o cristianismo com bons olhos. Cara, você está desconectado de comunidade, você se torna um ser intimista, não dá pra viver este espírito autônomo moderno.

Não sou um camaleão assumindo uma terceira cor, eu sou um "desviado" retornado ao cristianismo. Entenda assim, com este gral de honestidade.

Novamente, obrigado pelo debate aberto.

Igor

@igorpensar disse...

Quanto a conversa,

Espero mesmo, vamos tomar um café, vamos ler algumas obras. Gostaria de recebê-lo aqui em casa, dar uma passada de olho em alguns livros que tenho. Me mande um e-mail, vc tem, temos que conversar honestamente estes pontos. Adiante o processo, de uma passada de olho no Skarsaune, veja o que diz nos capítulos sobre cristologia, ele demonstra as raízes judaicas de algumas objeções levantadas pelos Pais da Igreja.

Abraços,
Igor

Giliardi Rodrigues disse...

Igor,

Gostaria de destacar que fico muito honrado em debater e conversar com você sobre teologia.
Creio que você assim como eu, busca viver de acordo com a palavra do Eterno.
Temos apenas uma cosmovisão diferente (Aprendi isso com você).
Me desculpe pelo o camaleão não tive a intenção de ofende-lo.
Foi apenas um impressão que tive quando você saiu do ministério e passou a defender alguns dogmas pelo qual antes se posicionava contra.
Mas, isso não tem muita importância, pois o que nos une não é a religião, mas a fé no Senhor e o amor em forma de respeito que temos um pelo outro.
Tenho plena convicção que tudo o que está falando é com honestidade. Também procuro fazer da mesma forma.

Agradeço de coração pelas postagens e pelos os emails.
Assim que quiser e puder iremos conversar,
Eu pago o café com pão de queijo.

Abraços.
No Messias
Giliardi Rodrigues

alcysuely disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Metushelach Ben Levy "מתושלח" disse...

Igor e Giliardi parabéns,amei o diálogo de vocês,mas vou dar um conselho, para os dois, antes de começarem. Por favor vão orar antes. Peça ao ETERNO amor para compartilhar, á sua palavra com sabedoria, amor, e respeito. Que a paz do ETERNO estejão sobre vocês.

Vera Lucía.

Giliardi Rodrigues disse...

Muito Obrigado Vera Lucia,

Você está corretíssima. Os servos do Reino Eterno devem caminhar segundo a bíblia pela a direção do Espirito do Senhor.
Jamais se deve confiar em fábulas, teorias filosóficas, dogmas religiosos, maquilagens teológicas ou coisa do tipo.

Que a paz e o entendimento do Eterno esteja contigo.

@igorpensar disse...

Vera Lúcia,

Amém...

Igor

@igorpensar disse...

Giliardi,

Vamos lá no Guilherme, bater um papo? Falando sério... vai ser bom. Você apresentaria sua posição, suas objeções... lá em L'Abri temos um ambiente fraterno, monástico, um Oasis no deserto.

Super acessível, perto da Pedro II atrás do Shopping Portal.

Vamos marcar semana que vem?

Igor

Eduardo elias da silva disse...

uma parabola para descontrair a ideia heheh
Havia um menininho chamado joaoazinho, este joaozinho foi convidado para a festa de aniversario do seu melhor amigo pedrinho.
quando faltava uma hora para a festa o joaozinho liga para o pedrinho e diz" pedrinho, eu posso levar um amigo para a festa?" o pedrinho responde " claro joaozinho , mas a mamae disse que vc pode levar apenas um amigo."
o joaozinho diz " ok pedrinho vou levar apenas um amigo , ele é meu unico amigo."
chegando na casa de pedrinho , joaozinho toca a campainha e para surpresa de pedrinho joaozinho esta com 3 amigos .
pedrinho chateado diz " mas joaozinho eu te disse que a mamae só deixou vc trazer um amiguinho, pq vc mentiu p/ mim?"
mas joaozinho respondendo" nao nao nao, os 3 sao 1 os 3 sao 1, sao unico, eles sao gemeos se completam , mas sao portanto 1."
mas toda a rgumentaçao de jaozinho nao conseguiu diminuir aquilo que os olhos de pedrinho estavam vendo, e por mais que ele gritasse que era 1 em 3, 3 em 1, ou outra coisa, pedrinho entendia muito bem a ordem de sua mae em só permitir um amigo e ponto, ele sabia que 1 era 1.

heheheheheheheheheh

@igorpensar disse...

Exatamente isto que não é trindade.

Gilvan Humberto disse...

Porque que todo mundo que defende a trindade e arrogante em suad falas. Defendem algo plenamente pagao e so ver a historia desde a babilonia e egito e vai ver as famosas triades de deuses e o propio jesus disse em joao 17 que conheçam a ti somente como unico DEUS. Ele nunca se fez DeuS mas sempre exaltou o verdadeiro Deus

@igorpensar disse...

1) Quem alega que a Trindade é a mesma coisa que tríade tem problemas em fazer distinção etimológica (e lógica), este ponto não merece nem esforço teológico. Apenas lógica ou um bom dicionário seriam suficientes para refutar tal alegação.

2) Como a Trindade pode ser pagã? Ela defende a encarnação do "logos", entre os pagãos isso seria um escândalo. Basta ler um pouquinho a obra "Contra as Heresias" de Irineu de Leão (da linha apostólica de João o apóstolo) para ver a imprecisão histórica deste argumento. Lá os gnósticos (pagãos) se escandalizavam com a possibilidade da encarnação, se a Trindade quisesse ser pagã de verdade, teria que negar ou ressignificar a encarnação do Unigênito.

3) A Trindade é uma defesa irrestrita do monoteísmo, surgiu principalmente para combater a heresia ariana que defendia o Pai como Deus, e o filho como uma espécie de criatura divina, o que é obviamente uma espécie de diteísmo. Ou seja, idolatria e heresia. Pois fere o monoteísmo bíblico. Por isso o Credo Niceno começa: "Creio em um único Deus...".

4) Eu duvido, repito, duvido que os detratores da Trindade se curvaram sobre apenas uma obra clássica de algum defensor da Trindade. Eu duvido que tenham lido sequer uma obra como Trindade de Agostinho, alguma obra de um pai capadócio ou Atanásio. Dirão: eu tenho a Bíblia. Mas é claro, toda interpretação é bíblica, mas parte de interpretação humana, graças a Deus. Então, antes de falar qualquer vírgula sobre uma doutrina que tem consenso histórico por quase 2000 anos, repito, 2000 anos, senta e lê. Isto é honestidade intelectual. Do contrário, o melhor, e mais modesto é ficar calado.

5) A alegação de arrogância dispensa refutação, é apenas uma afirmação pessoal, infantil e emocionalista, em nada contribui para o debate. Ela só mostra a fraqueza argumentativa de que a levantou.

alexandre libanio disse...

"Deus" é usado aqui como helorim ou seja, deuses na sua forma plural �� sabe de nada inoscente. Kkkk

alexandre libanio disse...

Eu amei o dialogo de vcs...
Estou estudando sobre a trindade faz tempo, mas quanto mais eu estudo, mais duvidas aparecem.
Por exemplo, eu encontrei varias passagens bíblicas q revelam a trindade: 1joao 1:1/ 1joao 5:7 / joao 10:30 / salmos 110:1. Também tem vários em gêneses etc...
Tb encontrei muitos argumentos contra a trindade q tb fazem sentido. Atualmente estou estudando sobre Yavé nosso helorim, é o único Senhor ( esse último senhor eu não sei se é adonai ou Yavé).
Bom... Quero dizer que sendo helorim deuses no plural e em geneses 1:1 helorim tb, fica difícil não acreditar na trindade. - lembrando que helorim é usado para plural e não singular ou dual.
Em joao 1:1 também... "era Deus" e não "era um deus" como algumas biblias traduziram de forma errada, pois no grego koiné o artigo indefinido "um" ou "uma" não pode ser usado, e como o original foi escrito no koiné, fica difil negar a trindade.



Abs amigos e irmãos