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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Voltando a origem do verdadeiro evangelho.


Por Giliardi Rodrigues

As Boas Novas do Reino do Eterno parece que foi esquecida ou ofuscada pelos pensamentos filosóficos gregos e doutrinas pagãs romanas. Assim, o ardente desejo do coração de um justo crente no Messias, deve ser a busca continua em compreender a essência da mensagem do verdadeiro evangelho instruído por Yeshua e propagado pelos os apóstolos a igreja do 1° século. A mensagem do evangelho não depende da ótica de Calvino, Agostinho, Lutero e/ou de qualquer outro teólogo, filosofo ou reformador.

Aos longos destes dois milênios, o verdadeiro evangelho do Reino foi sendo gradativamente embaçado por filosofias e dogmas religiosos. Com isso, milhares de milhares de pessoas são levadas a viverem no engano. A religião em vez de ser um canal ou um meio das pessoas buscarem o conhecimento da verdade, tem sido uma pedra de tropeço.

Infelizmente, pessoas sinceras e de boa fé vivem na ilusão por não conhecer o caminho da verdade. Inúmeras pessoas não conseguem entender as escrituras na sua essência, pois estão distantes do contexto pelo qual a mensagem do verdadeiro evangelho foi anunciada. Desde o momento que a igreja desmembrou de Jerusalém e foi para Roma, centenas de doutrinas estranhas têm adentrado e contaminado o seio da igreja.

Voltar às origens do verdadeiro evangelho é se despir de toda a imundícia que pensamos ser de fato. A verdadeira religião está firmada na obediência a lei do Eterno, nela devemos perseverar com fé. Não apenas como ouvintes, mas como executores da boa obra, sem demagogia e sem hipocrisia.

A fé não depende de pontos de vistas, mas de obediência. Por mais que se estude e busque o conhecimento, o homem jamais poderá entender o Eterno sobre a ótica filosófica ou teológica. Evangelho é para ser vivido com sinceridade e não para ser explicado com teorias sem pé e sem cabeça. A verdadeira religião é vivida na prática e não em meras teorias. Cada pessoa será salva ou julgada pelos os seus atos e não pela a sua religião, desde modo, a verdadeira religião é aquela vive o amor e pratica a justiça.

A máxima do Reino é amar ao Eterno sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Para isso não precisamos de rituais, nem viver enclausurados em uma religião e muito menos de enredos filosóficos.  

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SCHABAT – O SINAL PROFÉTICO, ou A FESTA DA CRIAÇÃO.

Por Giliardi Rodrigues


 

De tudo que o Senhor criou, foi à primeira coisa que ele santificou. Ele se alegrou, se deleitou e se regozijou. O Eterno depois de ter criado todas as coisas, viu que tudo era muito bom e que merecia celebrar uma grande festa por todas as coisas que ele mesmo havia feito. Então o Senhor Eterno escolheu o sétimo dia e fez uma grande convocação para a celebração da festa da criação.


 

Os pássaros entoavam a canção,

As feras do campo se dobraram diante do Criador,

As árvores movidas pelo o vento, dançavam em adoração,

Naquele momento, tudo que existe louvou ao Senhor.

Os mares e seus seres não se continham de emoção.

Os astros e as estrelas mostravam seu esplendor,

Naquele dia o SCHABAT se tornou a festa da criação.

Os anjos e os arcanjos alçavam o clamor,

Os querubins e os serafins ardiam em erupção,

Todas as criaturas celebraram a vida e o seu autor,

O Eterno declarou: SCHABAT é paz, é deleite, é confraternização.

A eternidade se manifestou em equilíbrio e amor,

O SCHABAT é uma dádiva do Eterno ao homem, é a festa da inauguração.

É uma graça não merecida que nos foi dada em favor.


 

A primeira coisa que o Eterno santificou foi o tempo, a saber, o SCHABAT. Nada foi criado no 7° dia, ele foi escolhido e separado como o dia santo. O SCHABAT é um dia especial, aliás, o SCHABAT não é apenas um dia, é uma aliança, um memorial da criação e um sinal profético do Reino do Messias. O SCHABAT foi dado ao homem, e não o homem ao SCHABAT, portanto devemos nos alegrar e nos regozijar no presente que o Eterno nos ofereceu.

Na entrega da Torá a Moisés o Eterno lembrou que o 4° mandamento é um memorial da criação, da libertação, da redenção e ao mesmo tempo um sinal profético da Eternidade. O Messias é o Senhor do SCHABAT, pois ele é o nosso descanso e a nossa paz.

Observar o SCHABAT é declarar que não somos nada sem as bênçãos do Senhor, o que prospera o homem não é o muito trabalho, mas o reconhecimento que o Eterno é Senhor e Rei sobre a vida dos justos. Riquezas não é sinônimo de felicidade, segundo a bíblia ser prospero é ser pleno e completo, ou seja, quem é prospero tem paz, alegria, liberdade, saúde, sabedoria e bens.

As escrituras sagradas afirmam que nunca se viu um justo mendigar o pão e nem a sua descendência, que ama o Senhor tem prazer nos seus mandamentos. O Rei Davi diz que a lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma dos justos.

O SCHABAT não é meramente um dia ou um preceito da lei. Observar o SCHABAT é celebrar a criação do mundo, o repouso do Eterno, a santidade e a liberdade que temos sobre o tempo. No dia de SCHABAT devemos abster das nossas paixões carnais e celebrar a beleza da esperança que temos no mundo vindouro (Eternidade)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A lei na Nova Aliança.

Por Giliardi Rodrigues


 

Eis que os dias vêm, diz o Senhor, em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá, não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, esse meu pacto que eles invalidaram, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
(Jeremias 31:31-33)

O texto é claro em afirmar que o Senhor firmará um novo pacto (Nova Aliança) com a casa de Israel e com a casa de Judá. E que nestes dias o Eterno escreverá a lei no coração do seu povo.

Muitos cristãos influenciados por pensamento anti-semita afirmam que após a morte de Jesus a lei foi abolida em favor de uma nova aliança. No entanto, Jesus mesmo afirmou em Mateus 5:17-18 que ele não veio para abolir a lei e que era mais fácil passar os céus e a terra do que um só ponto da lei deixar de ter vigor.

Se Jesus não veio para abolir a lei, quem aboliu?

Muitos teólogos colocam as cartas de Paulo contra as palavras de Jesus. Afirmam que após a morte de Jesus foi consolidada uma nova aliança e que a lei do chamado antigo testamento foi abolida e cravada na cruz.

Desde modo as escrituras entram em contradição, pois o Eterno escreve uma lei e revela a Moises, em seguida Jesus diz que não veio abolir a lei e cumpre a lei sendo em tudo obediente ao Pai, logo depois aparece Paulo dizendo que a Lei foi abolida?

Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. Porque aquele, de quem estas coisas se dizem, pertence à outra tribo, da qual ninguém ainda serviu ao altar, visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo da qual Moisés nada falou acerca de sacerdotes. E ainda muito mais manifesto é isto, se à semelhança de Melquisedeque se levanta outro sacerdote, que não foi feito conforme a lei de um mandamento carnal, mas segundo o poder duma vida indissolúvel. Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. Pois, com efeito, o mandamento anterior é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade (Hebreus 7:13-18).

O fato é que mudança da lei de sacerdócio não tem nada haver com abolição da lei do Eterno. O texto de hebreus está relatando e explicando o sacerdócio de Jesus segundo a ordem de Melquisedeque. O autor de hebreus explica que sacerdócio de Jesus é superior a sacerdócio Aarônico, pois assim como Melquisedeque que não tinha linhagem para ser sacerdote, Jesus é declarado sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque.

As escrituras sagradas não podem entrar em contradição! Pois ela é a palavra do Eterno revelada aos homens através dos profetas. O próprio apostolo Paulo ao escrever 2 Timóteo 3:16 afirma que toda escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça. Ora, quando Paulo escreveu este texto ainda nem existia o chamado Novo Testamento, assim fica claro que ele estava se referindo a lei do Eterno para cada um fazer-te sábio para a salvação através da observância e obediência.

O profeta Jeremias descreve que a nova aliança é um pacto que o Eterno firmará com a casa de Israel e com a casa de Judá. A lei não será gravada em tábuas de pedras como foi no tempo de Moises, mas no coração do povo do Eterno. O Espírito do Senhor guiará o povo através da obediência e gravará a lei do Eterno no coração do seu povo. O profeta Joel assegura que nós últimos dias os exilados de Judá e de Jerusalém voltarão de todas as nações a terra de Israel e todo aquele que invocar o nome do Senhor no monte Sião será salvo.

Vós, pois, sabereis que eu estou no meio de Israel, e que eu sou o Senhor vosso Deus, e que não há outro; e o meu povo nunca mais será envergonhado. Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões; e também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; pois no monte Sião e em Jerusalém estarão os que escaparem, como disse o Senhor, e entre os sobreviventes aqueles que o Senhor chamar.
(Joel 2:27-32)

Os 10 mandamentos não são exclusivos somente a Israel, mas se estende a todos os povos de todas as nações. Embora o novo pacto ou nova aliança seja com Israel e com a casa de Judá, todo aquele que crer no Senhor de Abraão, Isaque e Jacó é enxertado na oliveira e desfruta das mesmas bênçãos do povo escolhidos do Eterno. O profeta diz que "TODO AQUELE QUE INVOCAR O NOME DO SENHOR SERÀ SALVO".

O Senhor Eterno não faz acepção de pessoas, ele salva todo aquele que o busca e obedece aos seus mandamentos. A nova aliança não isenta ninguém de obediência aos mandamentos, ao contrário, aqueles que no antigo pacto (Gentios) não tinham acesso a salvação, através da nova aliança são chamados a serem povo escolhido e se tornam um com Israel.

A nova aliança abre as portas para "todos" que querem servir e obedecer ao Senhor Eterno, independente de raça. O Senhor é Senhor de todos, e sua misericórdia se estende a todo aquele que nele crer e obedece a seus mandamentos.

Todo aquele que crê que Yeshua (Jesus) é o Messias é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou, também ama ao que dele é nascido. Nisto conhecemos que amamos os filhos do Eterno, quando amamos ao Senhor e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor do Senhor: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados; Porque todo o que é nascido do Senhor vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé (fidelidade). (João 5:1-4).

sábado, 8 de janeiro de 2011

QUEM É O ETERNO, ou CONDENANDO A IDOLATRIA.

Por Giliardi Rodrigues


 

A bíblia diz que o Eterno não tem forma, pois é Espírito e luz. Ele é Todo Poderoso, Criador de todas as coisas. Onisciente, Onipresente e Onipotente. Nada e ninguém pode ser comparado a ele. O Eterno não tem inicio e nem fim de dias. Tudo que existe de visível e invisível foi criado, formado e gerado por Ele. O Eterno é o autor da vida, ele sustenta toda a criação através da sua Palavra (Menra) e do seu Sopro (Ruach). Ele não pode ser tentado e também não tenta ninguém. Ele é justo e amoroso, Ele rei e Senhor de todas as coisas. Homem nenhum nunca viu o Eterno. Ele é maior que tudo que há no mundo, nas galáxias, no universo e no infinito. Ele é imensurável e incognoscível. A mente humana por ser limitada não pode compreendê-lo, assim o seu poder, sua sabedoria e sua ciência são inalcançáveis.

Não existe um substantivo pelo qual podemos definir o Eterno, pois ele é superior a tudo o que pensamos. Se o chamamos de Maravilhoso ele é ainda maior, se o chamamos de Santo ele é ainda maior, se o chamamos de qualquer outro adjetivo ele sempre será ainda maior. Moisés ao perguntar o Eterno qual seria o seu nome, ele simplifica e responde: - "Ehie Asher Ehie". Ou seja, Serei o que Serei, muitas vezes traduzido como Eu Sou o que Sou – em outras palavras juntando o tempo passado, presente e futuro, o Eterno disse a Moisés que somente ele "É".

O Eterno "È"
tudo e ao mesmo tempo está acima de tudo. Ele está na natureza, mas não é a natureza, pois ele criou e governa a natureza. Ele fez o homem a sua imagem e semelhança, o seu Espírito habita no homem, mas ele não é homem e não tem forma humana. Apesar de a criação manifestar o Eterno, ele não pode ser personificado em imagens ou coisas da natureza.

Como o Eterno é fonte de vida e superior a tudo o que existe, ele não pode ser personificado através de nada e muito menos a imagens de escultura. Objetos em si não possuem vida, pois não são almas viventes. O Senhor Criador de todas as coisas não tem forma e nem aparência, também não pode ser diminuído a um objeto modelado por mãos humanas.

Desde os tempos mais antigos o homem tem criado imagens de escultura para veneração e adoração. Imagens de homens, de animais e de coisas da natureza. Isso se chama "Idolatria". No entanto, nenhum objeto pode interceder ou aproximar o homem do Eterno. Mesmo que essa imagem fosse de uma pessoa boa e justa. Inclusive o primeiro mandamento dos dez mandamentos é não fazer para si imagens de esculturas, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não se deve encurvar a elas, nem servir-las.