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domingo, 30 de maio de 2010

A aliança perpétua e o chamado irrevogável.


Por Giliardi Rodrigues

O Senhor não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos; Mas porque o Senhor vos amava; e para guardar o juramento que jurara aos vossos pais, o Senhor vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito. Saberás, pois, que o Senhor, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda o concerto e a misericórdia, até mil gerações, aos que o amam e guardam os seus mandamentos (Dt 7:7-9).
Israel em todos os sentidos é uma prova cabal da misericórdia, do poder, da ação, da justiça, das promessas e do amor de D'us. O Eterno elegeu Israel como seu povo, não por méritos dos descendentes de Abraão, nem porque era uma nação grande e poderosa. D'us escolheu Israel como povo santo devido à aliança feita com Abraão.
O chamado de Israel é eterno e irrevogável, D'us prometeu a Abraão que abençoaria todas as nações através de sua semente.
Que deveras te abençoarei, e grandemente multiplicarei a tua descendência, como as estrelas do céu e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz (Gên. 22:17).
A bíblia diz que Abraão é o pai da fé devido a sua obediência, ele ouviu a palavra do Senhor e obedeceu – isso lhe foi imputado como justiça. Abraão se achegou tão próximo do Eterno ao ponto de ser chamado “Amigo de D'us”.
Abraão é o Pai do monoteísmo, a fé de Abraão rompeu todos os conceitos de sua época e transcende até mesmo o tempo contemporâneo. Enquanto o mundo estava longe do D'us criador de todas as coisas e afundado na idolatria, Abraão por sua vez rejeitou a veneração a ídolos para servir somente ao D'us que criou todas as coisas.
D'us é fiel na sua aliança e nas suas promessas. O Eterno permanece imutável ainda que os seus filhos sejam infiéis e rebeldes à palavra. Uma aliança é um pacto bilateral onde ambas as parte tem deveres e obrigações a cumprirem. D'us prometeu abençoar o povo de Israel e essas bênçãos estavam ligadas a obediência a sua lei.
Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, e obrares o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o Senhor que te sara. E guardarás os seus estatutos e os seus mandamentos, que te ordeno hoje, para que bem te vá a ti, e a teus filhos depois de ti, e para que prolongues os dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, para todo o sempre. (Ex15: 26 / Dt 4:40).
D'us elegeu Israel como propriedade peculiar entre os povos da terra devido sua fidelidade à aliança abraâmica. O povo de Israel estava ligado ao pacto não por méritos próprios, mas por promessas e fidelidade da parte do Eterno.
D'us tinha como proposito começar o plano de salvação e de redenção da humanidade através de Israel. O Eterno escolheu Israel não para ser um povo exclusivo, mas para ser um povo modelo e abençoado através do pacto de fidelidade e aliança.
Quando os teus dias forem completos, e vires a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti a tua semente, que sair das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino, para sempre. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho: e, se vier a transgredir, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de filhos de homens, Mas a minha benignidade se não apartará dele, como a tirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti: o teu trono será firme para sempre.              (2 Samuel 7:12-16).
O Messias é o filho primogênito de D'us, podemos também chama-lo de “Emanuel”, que quer dizer “D'us conosco”. O profeta Isaias diz que ele também será chamado de Maravilhoso e príncipe da paz. O Messias governará sobre o trono de Davi e o seu reino não terá fim. Ele carregará o principado em seus ombros, destruirá o mal, exterminará com a morte, trará paz sobre a terra e reinará de Jerusalém sobre o universo e a eternidade.
O profeta Daniel, o rei Davi e o apostolo Paulo dizem que todos os poderes terrenos e espirituais estarão debaixo da autoridade do Messias. O Pai criador de todas as coisas entregou na mão de seu filho e lhe deu autoridade para governar sobre todas as coisas.
E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem: o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino o único que não será destruído. Também, por isso, lhe darei o lugar de primogénito; fá-lo-ei mais elevado do que os reis da terra. A minha benignidade lhe guardarei para sempre e o meu concerto lhe será firme, E conservarei para sempre a sua descendência e o seu trono como os dias do céu. Pelo que, também, Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, (Daniel 7:14 / Salmos 89:27-29 / Filipenses 2:9-10)
Israel é como uma nação corporativa diante das nações da Terra. Pelo o pacto feito a Abraão, D'us através de Israel e do Messias abençoa as nações revelando os seus propósitos e manifestando o seu reino.
Muitas pessoas dizem que D'us rejeitou Israel e que o povo de Israel hoje não é mais o povo escolhido de D'us. Tantos os cristãos, quando os muçulmanos rejeitam Israel como nação corporativa. Eles dizem que Israel renunciou o Messias Yeshua (Jesus) e por esse motivo perdeu o seu lugar diante de D'us.
Todavia as escrituras sagradas diz que ainda que uma mãe esqueça-se do filho que está no seu ventre, D'us jamais se esquecerá de Israel. Nas palmas das mãos do Eterno está gravado o nome de Israel. O Senhor jamais se esquece dos seus filhos e tão pouco abandona seus escolhidos.
Existem centenas de promessas e de profecias ainda para se cumprir através de Israel. A bíblia diz que em parte o próprio D'us endureceu o coração de Israel para que as boas novas do reino alcançassem os confins da terra, e quando vier a “plenitude dos gentios” o evangelho do reino voltaria para Jerusalém e os judeus aceitariam e reconheceriam o seu Messias como Rei.

DIGO, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum [...]; Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu [...] Como está escrito: Deus lhes deu espírito de profundo sono, olhos para não verem, e ouvidos para não ouvirem, até ao dia de hoje. Digo, pois: Porventura tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum, mas, pela sua queda, veio à salvação aos gentios, para incitá-los ao ciúme. E, se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude! E, se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé; então não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que te não poupe a ti, também. (Romanos 11)
As escrituras mesmo diz que a salvação vem dos judeus (Jo 4:22), o próprio D'us deu a Israel um sono profundo para que o Evangelho do Reino chegasse aos confins da terra levando salvação aos gentios. Mas nem por isso os gentios podem se glorificar, pois da mesma forma onde Israel foi desobediente e quebrado, os gentios também podem ser, de modo que D'us não poupou nem ramos naturais, quanto mais o ramos enxertados na oliveira que é o Messias.
Chegará o tempo em que Israel se arrependerá dos seus pecados e de suas iniquidades. D'us tem reservado para esse tempo a restauração de Israel. O Messias ajuntará as ovelhas perdidas de Israel e as trará novamente para a sua terra.
Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacob, e tornares a trazer os guardados de Israel: também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra. Assim diz o Senhor, o Redentor de Israel, o seu Santo, à alma desprezada, ao que as nações abominam, ao servo dos que dominam: Os reis o verão e se levantarão; os príncipes diante de ti se inclinarão, por amor do Senhor, que é fiel, e do Santo de Israel, que te escolheu. Assim diz o Senhor: No tempo favorável te ouvi e no dia da salvação te ajudei, e te guardarei, e te darei por concerto do povo, para restaurares a terra, e lhe dares em herança as herdades assoladas: Para dizeres aos presos: Saí; e aos que estão em trevas: Aparecei. Eles pastarão nos caminhos, e em todos os lugares altos terão o seu pasto. Nunca terão fome nem sede, nem a calma nem o sol os afligirá; porque o que se compadece deles os guiará, e os levará mansamente aos mananciais das águas. E farei, de todos os meus montes, um caminho; e as minhas veredas serão exaltadas. (Isaias 49:6-11)
Ainda que o mundo rejeite a nação de Israel como povo escolhido de D'us, o Eterno tem para Israel promessas de redenção e de restauração. A bíblia diz que nos últimos dias Israel será um cálice para tontear as nações, ainda que todos se levantem para destruir o povo escolhido, D'us não permitirá, pois o guarda de Sião não dorme e não dormitará.
E acontecerá, naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vieram contra Jerusalém; E sobre a casa de David, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão, como quem pranteia por um unigénito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogénito. (Zacarias 12:9-10)
Nos últimos dias quando as nações se voltarem contra Israel, os judeus se lembrarão de D'us, se arrependerão e clamarão pelo o Mashiach filho de Davi. Lembrarão daquele que foi transpassado na casa de seus irmãos e prantearão amargamente como se chora pelo o seu primogênito. Nestes últimos dias o Messias virá como um guerreiro para lutar em favor de seu povo, eis que ele vem montando no cavalo branco e com uma espada nas mãos para exterminar os inimigos de Israel, erguer o trono caído de Davi, governar sobre as nações com vara de ferro e trazer paz aos filhos de D'us.
E veio um dos sete anjos, que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. E levou-me, em espírito, a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente. E tinha um grande e alto muro, com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos de Israel. (Apocalipse 21:9-12).

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