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domingo, 7 de fevereiro de 2010

A unção das dez palavras


 

Por Giliardi Rodrigues


 


 

Foi um divisor de águas para a humanidade o dia em que as dez palavras foram pronunciadas e reveladas pelo o Criador. O mundo a partir deste dia nunca mais foi o mesmo, os princípios da eternidade foram abertos e escritos pelo o próprio dedo de D'us em tábuas de pedra.

Ao som de trovões, relâmpagos sobre o monte e uma espessa nuvem, com forte som de shofar, uma voz bem forte quase de ensurdecer falava e dentro desta voz saia 70 vozes repartidas como de fogo anunciando as dez palavras em todos os idiomas das nações. O evento do Sinai não foi somente uma marca para Israel, mas um milagre para todos os povos da terra.

A lei espiritual tabernaculou [sic] dentro do mundo material, a realidade transcendente se tornou imanente para colocar o caos em ordem. As palavras do Sinai expressam à ética e os princípios fundamentais para as relações. O amor e a justiça andam de mãos dadas através das dez palavras, a busca pelo o entendimento e a sua aplicação é uma forma de viver o Reino de D'us aqui na terra.

A lei da liberdade é espiritual, foi escrita pelo próprio D'us não para ficar registradas em tabuas de pedra, mas para ficar tatuada nos corações dos homens.


 

E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as intimarás aos teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por testeiras entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais da tua casa, e nas tuas portas. (Dt 6:6-9)


 

A graça de D'us se manifestou para acordar uma fé relacional, uma espiritualidade continua e permanente. As dez palavras do Sinai promulgam a misericórdia de D'us e sua bondade, a essência da mitzvá é o cultivo das virtudes e da valorização do outro. A bíblia diz que o amor não é egoísta e nem arde em ciúmes, quem tem o amor de D'us não que esse amor somente para si, mas antes que todos possam experimentar deste amor que não faz acepção de pessoas e não descrimina ninguém.

Viver em espírito é viver em plenitude de vida, quem ama a D'us tem afeição pela vida, amor pelo o próximo e respeito pela a criação. A lei de D'us qualifica o homem a valorizar a liberdade, a justiça, a paz, a bondade, a fidelidade, o domínio próprio, a temperança, a alegria, a benignidade e acima de tudo o amor.

Quem ama a D'us não é materialista e nem se apega em riquezas materiais para satisfazer o seu próprio ego (idolatria), quem é filho de D'us tem prazer na justiça e no bom testemunho, detesta a hipocrisia, a mentira, a injustiça e anda em retidão a palavra de D'us.

A unção das dez palavras liberta o homem da escravidão deste mundo tenebroso dominado pelo o mal. Pequenas atitudes no dia a dia pode fazer um grande efeito, é como se acendesse uma vela em um quarto escuro, uma pequena chama tem o poder de dissipar a escuridão.

Somos salvos da escravidão do império das trevas para sermos servos do império da luz e da justiça. As dez palavras é uma arma poderosa contra o mal, é uma espada influente contra o inimigo de nossas almas.

Que unção das dez palavras possa ser derramada sobre a nossa cabeça e escoada pela a nossa mente, trazendo consciência e entendimento dentro do nosso coração para que possamos caminhar em justiça, fidelidade e obediência ao Eterno, que as nossas atitudes possam revelar as virtudes do Reino de D'us. Que a verdade seja dita, doa a quem doer, que o amor seja uma realidade, que a justiça seja implantada estabelecendo ordem, que a paz que excede todo entendimento seja como chama viva dentro dos nossos corações, que a vontade soberana seja na terra como assim é nos céus.


 


 

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