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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Um debate acerca da ressurreição dos mortos

Por Giliardi Rodrigues


 

E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, e o Deus de Jacó? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. (Mateus 22:31-32).

A bíblia destaca pelo menos três correntes religiosas entre as mais diversas que existiam na época de Yeshua (Jesus). As três mais conhecidas são a dos fariseus, saduceus e essênios.

O debate era algo bem comum entre eles, os judeus de modo geral e por tradição gostam de estudar e de debater acerca das escrituras sagradas. Principalmente nos dias de sábados as sinagogas eram palcos de debates. O mais interessante que isso nunca foi um ponto de separação entre eles, tem até um velho ditado que diz onde tem dois judeus conversando, existem pelo menos três opiniões diferentes.

Para os judeus debater não é sinônimo de brigar, o debate é importante para o aprimoramento, o crescimento intelectual, a exposição de idéias e até mesmo maior entendimento espiritual acerca das escrituras e da lei de Moisés.

A fé dos fariseus se apoiava na tradição oral, na torá e nos profetas. Eles acreditavam no livre arbítrio, na onipresença de D'us, na ressurreição dos mortos, nos anjos, nos demônios e no reino do messias. Em sua maioria eram contra a romanização e a helenização do povo judeus.

Seus maiores opositores políticos e religiosos foram os saduceus devido à postura pró-romana deste grupo. Porém esta rivalidade por muitas vezes não impediam deles se unirem e compartilharem momentos e objetivos que tinham em comum.

Os saduceus por sua vez acreditavam somente na torá, essencialmente na lei de Moisés. Portanto eles não acreditavam na ressurreição dos mortos. Uns dos debates mais interessantes dos saduceus com os fariseus se acaloravam neste ponto, pois os fariseus embora crendo na ressurreição nunca conseguiram sustentar essa crença diante dos saduceus somente citando a torá.

Certa vez chegaram alguns saduceus a Yeshua para debater a respeito da ressurreição. Perguntaram:

- Mestre, Moisés disse: Se morrer alguém, não tendo filhos, casará o seu irmão com a mulher dele, e suscitará descendência a seu irmão. Ora, houve entre nós sete irmãos: e o primeiro, tendo casado, morreu, e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão. Da mesma sorte o segundo, e o terceiro, até ao sétimo; Por fim, depois de todos, morreu também a mulher. Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será a mulher, visto que todos a possuíram? (Mateus 22:23-30).

Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de D'us. Porquanto, quando ressuscitarem dos mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus. E, acerca dos mortos que houverem de ressuscitar, não tendes lido, no livro de Moisés, como D'us lhe falou na sarça, dizendo: Eu sou o D'us de Abraão, e o D'us de Isaac, e o D'us de Jacob? Ora Deus não é de mortos, mas, sim, é D'us de vivos. Por isso vós errais muito.

Os fariseus se maravilharam diante das palavras de Jesus, imagino que alguns saltaram e vibraram de tanta alegria ao ver o Mestre calar os saduceus.

Perceberam a sutileza do Mestre na resposta e a profundidade da revelação de acerca das escrituras?

Errais não conhecendo a escrituras e nem o poder de D'us, ou seja, se o Pai prometeu, ele é fiel e justo para cumprir todas as suas promessas. Ora, se o Pai é o D'us de Abraão, de Isaque e de Jacó, portando D'us não era, mas "é". D'us não é D'us de mortos e sim de vivos, Abraão, Isaque e Jacó estão vivos em algum lugar, caso contrário D'us não é D'us de vivos e sim de mortos.

Assim diz o Senhor: No tempo favorável te ouvi e no dia da salvação te ajudei, e te guardarei, e te darei por concerto do povo, para restaurares a terra, e lhe dares em herança as herdades assoladas: Para dizeres aos presos: Saí; e aos que estão em trevas: Aparecei. Eles pastarão nos caminhos, e em todos os lugares altos terão o seu pasto. Nunca terão fome nem sede, nem a calma nem o sol os afligirá; porque o que se compadece deles os guiará, e os levará mansamente aos mananciais das águas. E farei, de todos os meus montes, um caminho; e as minhas veredas serão exaltadas. (Isaias 49:8-11).

Se D'us prometeu a terra de Canaã a Moisés, Abraão, a Isaque, a Jacó e a toda a sua descendência para sempre, o próprio D'us um dia ressuscitará os patriarcas e Dará a eles a possessão eterna da terra prometida.

Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa: porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria? (Números 23:19).

Os salvos que foram lavados e remidos no sangue do cordeiro herdarão a nova Jerusalém que desce dos céus, os justos governarão juntamente com o Messias para todo o sempre.


 

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