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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Yochanam hamatbil – João Batista

Por Giliardi Rodrigues

O imersor

Um homem, um profeta, uma voz que clama no deserto. Yochanam hamatbil é um personagem singular anunciado por Isaias. O mensageiro do Jordão caminhava por Israel proclamando a necessidade do batismo de arrependimento para a remissão dos pecados (teshuvá). ele não cansava de ecoar sua voz bem alto e dizer:

- Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.

Filho de Isabel e do sacerdote Zacarias (Cohen), o profeta de personalidade forte atraia multidões vindas de todas as regiões à Jerusalém. Nas margens do Jordão as suas palavras penetravam e rasgavam os corações dos pecadores, judeus e pessoas de todas as partes eram imersas nas águas correntes do rio e declaravam em publico o arrependimento de seus pecados.

O profeta que se vestia com pelos de camelos, com um cinto em torno de seus lombos e que se alimentava de gafanhotos e mel silvestre, muitas das vezes foi confundido com o Profeta Elias. João (Yochanam) de forma semelhante com o profeta Elias foi enviado da parte de D'us para anunciar o Mashiach (Cristo) e a salvação pelo o arrependimento.

O nome Yochanam significa D'us concede graça, o profeta teve o seu nascimento anunciado pelo o anjo Gabriel, foi entregue e consagrado ao Senhor D'us de Israel como nazireu. Não bebia vinho e nem bebida forte, não tocava em mortos, navalha nunca se passou na sua barba e nem por seus cabelos, sempre foi cheio do Espírito Santo (Ruach Hakodesch) deste o ventre de sua mãe.

O ministério de João Batista era trazer a manifestação do perdão e do amor de D'us aos homens. O profeta ficou anos caminhando pelo o deserto buscando se santificar através de jejuns e da obediência a lei. Para muitos ele era um essênio, para outros o próprio Messias, para mais outros o próprio Elias. Mas somente ele tinha consciência de quem ele era e qual era a sua missão.

Yochanam o imersor ficou muito conhecido pela a sua ousadia e pela a forma de pronunciar a palavra de D'us aos filhos de Sião e aos habitantes de Jerusalém. O profeta se proclamava como a voz que clamava no deserto e que estava preparando o caminho do Messias.

A mensagem do profeta era clara e objetiva. O arrependimento espontâneo e a imersão nas águas era uma antecipação da restauração do homem na ressurreição. A finalidade do batismo é a purificação e a realização de um novo nascimento. Nascer da água e do espírito significa redenção ou restauração integral do ser humano ao estado original (filhos de D'us).

Certa vez, João Batista estava em Betânia, no outro lado do Jordão, batizando e anunciando o reino de D'us. Sacerdotes, levitas, saduceus e fariseus estavam presentes, vindos de Jerusalém para interrogá-lo:

- Quem és tu?

E ele respondeu: - Eu não sou o Messias.

E perguntaram-lhe: Então quem és? És tu Elias? E disse: Não sou. E disseram-lhe: Por que batizas, pois, se tu não és o Messias e nem Elias?

E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo para provocá-lo, disse:

- Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; E não presumais de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que, mesmo destas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abraão

João continuou-lhes, dizendo:

- Eu batizo com água; mas no meio de vós está um, a quem vós não conheceis. aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu, não sou digno de desatar a correia das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Em sua mão tem a pá e limpará a sua eira e recolherá no celeiro o seu trigo e queimará a palha com fogo que nunca se apagará. E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.

No dia seguinte, João viu a Jesus (Yeshua), que vinha para ele, e disse:

- Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um varão que foi antes de mim, porque já era primeiro do que eu. E eu não o conhecia; mas, para que ele fosse manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando com água.

Jesus (Yeshua) chegou para ser batizado, mas João não concordando disse:

- Eu careço de ser batizado por ti e vens tu a mim?

Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o batizou.

E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água e eis que se lhe abriram os céus e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: - “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.

A lei e os profetas tinham por finalidade revelar o Messias. João o imersor teve o privilégio de ser o último e o único profeta a anunciar e conhecer o Messias pessoalmente. Creio que ele ficou em estado de surpresa, talvez nem mesmo ele estivesse acreditando na tamanha graça que D'us derramou sobre a sua vida.

A nação de Israel sempre ansiou pelo o Messias que viria para reinar e quebrar todo o julgo de seus inimigos. João batista não pensava muito diferente, ele mesmo chamando dois dos seus discípulos, enviou-os a Jesus, dizendo: És tu aquele que havia de vir, ou devemos esperar outro?

E, quando aqueles homens chegaram junto a Jesus, disseram: João Baptista enviou-nos a perguntar-te: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?

E, na mesma hora, curou muitas de enfermidades, e males, e espíritos maus, e deu vista a muitos cegos. Respondendo, então, Jesus, disse-lhes: Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o Evangelho. E bem-aventurado é aquele que em mim se não escandalizar.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Meus salmos, salmos meus...

Por Giliardi Rodrigues

O Senhor é a minha canção

E a minha poesia,

A tua lei enche o meu coração

De paz, louvor e de alegria,

A tua graça me satisfaz

Pois teu amor

É a razão da minha vida.

A tua palavra é a luz

E a lâmpada do meu caminhar,

Carregando minha cruz

Pelos os caminhos de Jesus

Em oração, o perdão alcançar

Vou à contramão do mundo

Um afeto profundo, tua face amar.

Pelos os teus átrios

Conduz-me pela a eternidade,

Faz de mim um justo

Que vive e morre pela a verdade

Com gratidão e humildade

Elevo meu coração

Em devoção e fidelidade.

Ergo minha voz

Como um leão feroz a ti exaltar,

A esperança em nós

Nesta guerra triunfar,

O teu espírito nos capacita,

A tua presença ínsita

Prostrarmos-nos e adorar.

O Messias - A rocha Eterna

Por Giliardi Rodrigues

A coluna de Betel

Então, levantou-se Jacó pela manhã de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por sua cabeceira, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela. (Bereshit/Gênesis 28:18).

Á principio derramar azeite e ungir uma pedra possa parecer um ato estranho da parte de Jacó, mas o contexto desta história pode revelar coisas profundas e reveladoras a respeito desta atitude.

A primeira vez que a palavra igreja aparece na bíblia está no sentido de multidão de povos (Kahal Amim) é na bênção de Isaque sobre Jacó. Jacó tinha sido abençoado por seu pai Isaque com a bênção de Abraão, havia recebido a promessa de que seus descendentes seriam uma multidão de povos, que se estenderia do oriente até o ocidente e do norte até o sul da Terra, através da semente de Abraão D'us abençoaria todas as nações. (Gn 28:3).

O patriarca havia partido de Berseba para Haran, ali passou a noite, porque o sol já havia se posto e não dava para continuar a viajem, pegou uma pedra e a pôs como seu travesseiro e deitou naquele lugar. Ao acordar pela a manhã chamou aquele lugar de Betel, que quer dizer casa de D'us. E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo. (Gn 28:22).

O profeta Jacó chamou o nome daquele lugar Betel, o nome, porém daquela cidade era Luz. Neste mesmo dia Jacó teve o seu nome mudado para Israel. A pedra que Jacó ungiu e derramou óleo sobre ela representa o Messias (Mashiach) que significa ungindo. Aquele dia foi um divisor de águas na vida do Patriarca, pois D'us havia o visitado durante a noite e lhe revelado que dele (Jacó) nasceria às doze tribos de Israel, de Judá seu filho viria o rei Davi e o Messias que reinaria sobre Israel e estabeleceria a igreja de D'us pela qual todas as nações da Terra seriam abençoadas por ela.

As duas pedras

E tomarás duas pedras sardônicas, e lavrarás nelas os nomes dos filhos de Israel, Seis dos seus nomes numa pedra, e os outros seis nomes na outra pedra, segundo as suas gerações; Conforme a obra do lapidário, como o lavor de selos, lavrarás estas duas pedras, com os nomes dos filhos de Israel engastadas ao redor, em ouro, as farás. (Shemot/Êxodo 28:9-11).

D'us ordenou que colocasse os nomes das doze tribos da Israel gravadas em duas pedras e que fosse ligada ao peitoral com anéis e um cordão azul na roupa de Aarão, para que toda a vez que entrasse no santuário seria por memória diante do Senhor.

Essas pedras simbolizam o Messias que nele esta gravada as doze tribos dos filhos de Abraão, os anéis representam a aliança de D'us com o povo através do pacto e o fio azul pelo qual todas essas coisas estão entrelaçadas significa a presença de D'us no meio de Israel através do Messias e da aliança do Eterno com Abraão.

A torá em tábuas de pedra

Então o Senhor vos falou do meio do fogo: a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes semelhança nenhuma. Então vos anunciou ele o seu concerto, que vos prescreveu, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra. (Deuteronômio 4:12-13).

Cinqüenta dias depois de D'us ter tirado o povo de Israel do Egito através do profeta Moisés, o povo estava reunido aos pés do monte Sinai (Arábia), para celebrar a festa das colheitas (Shavuot / Pentecostes).

Moisés passou quarenta dias de jejum intercedendo pelo o povo diante de D'us. Uma nuvem cobriu o monte Sinai e o Espírito de D'us passou entre a nação de Israel, derramando sobre eles curas e dons. O povo Hebreu experimentou da presença e da glória do D'us invisível neste dia e como testemunho deste evento D'us revelou a Moisés a torá (instrução/ensino) para que os filhos de Abraão fossem santos e sua propriedade peculiar dentre todos os povos das nações da Terra (Ex 19).

E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele, no monte de Sinai) as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus. (Êxodo 31:18).

A torá foi escrita com o próprio dedo de D'us em duas tabuas de pedra (Dez mandamentos). A primeira tábua representa a relação do homem com D'us e a segunda a relação do homem com seu próximo. A lei se baseia em amar a D'us acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

A torá é o contrato de D'us com os filhos de Abraão, para eles entrarem na terra que D'us prometeu aos seus pais eram necessário guardar a torá em seus corações. A torá foi revelada em tábuas de pedra e deveriam estar na mente e no coração do povo hebreu.

A pedra de fundação

Esqueceste-te da Rocha que te gerou; e em esquecimento puseste o Deus que te formou. (Deuteronômio 32:18).

O sentido de pedra gerar alguém pode ser interpretado de modo literal. Deste a antiguidade os sábios judeus acreditavam que D'us fez todas as coisas através de uma rocha. O homem foi formado do pó da terra, todos os elementos que têm no corpo humano podem ser encontrados na natureza. No livro de Gênesis está escrito que D'us colocou o homem dentro do jardim do Éden, se o homem foi colocado lá, logicamente que ele não foi formado no jardim, alguns também afirmam que ele foi feito na terra de Israel por uma pedra que estava sobre o monte Sião que situava no centro do mundo (Gn 2:7-8).

Com relação à criação da terra: “Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina?” (Jó 38:6) A expressão refere ao Messias: “Eis que assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada”. ( Isaías 28:16).

No Novo Testamento (Brit Hadasha) Jesus (Yeshua) se revela dizendo que ele é a rocha pela qual o mundo foi gerado, a pedra de esquina pela qual a igreja é sustentada e o firmamento da torá, dos profetas e de Israel. “ele é a rocha eterna”. Na verdade quase ninguém entendeu o que ele estava dizendo, que a rocha que os construtores rejeitaram, esta se tornou a pedra principal de esquina, ou seja, o fundamento da fé e a razão da vida. (Sl 118:22 / Mc 12:10 / At 4:11).

E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. (Gênesis 1:27) - O qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação Porque nele foram criadas todas as coisas que há, nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por ele e para ele; E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele; (1 colossenses 1:15-17) Vós, também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo. (1 Pedro 2:5).

O conceito que o homem foi criado pela a imagem de D'us e a imagem de D'us representa uma pedra, partindo deste ponto somos todos pedras vivas. As interpretações dos rabinos podem esta correta, pois se D'us disse: - façamos o homem a nossa imagem e semelhança. Podemos ser a semelhança de D'us e a imagem desta rocha que nos criou. A bíblia diz que D'us é Espírito, sabemos que espírito é vento e não tem forma (Ruach ou Pneuma), o homem e a mulher foram criados semelhança de D'us e imagem do Messias, pois ele é a rocha da criação e apenas ele tem forma humana.

A rocha de salvação

A minha alma espera somente em Deus: dele vem a minha salvação. Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei grandemente abalado. (Salmos 61:1-2). Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus, e a rocha da minha salvação. Também, por isso, lhe darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei mais elevado do que os reis da terra. (Salmos 89:26-27).

Os sábios descobriram que esta terceira pessoa (ele) se trata do Messias que vem para trazer salvação à nação de Israel e aos povos da Terra. Dele (D'us) vem “ele” (Messias) que é a rocha de nossa salvação. Ele é o primogênito de D'us e será o rei que erguerá o trono de Davi para a vitória dos justos e para a gloria de Jerusalém.

E dará à luz um filho, e chamarás o seu nome Jesus (Yeshua); porque ele salvará o seu povo (Israel) dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL. (Deus conosco). (Mateus 1:21-23)

Muitas pessoas perguntam: Se somente D'us (Adonay) salva, como pode Jesus (Yeshua) trazer salvação aos homens? Simples, Yeshua foi enviado por D'us para trazer salvação ao mundo, o seu nascimento foi anunciado pelos os profetas e pelos os anjos, seu nome (Yeshua) significa D'us salva ou D'us salvador.

D'us (Pai) exaltou o nome de seu filho (Yeshua) sobre todas as coisas nos céus e na terra, diante dele todos se dobrarão e adorarão o D'us que criou todas as coisas. Antes da fundação do mundo o Pai já havia designado que através de seu filho todos os povos conheceriam a salvação. D'us salva através de Yeshua, ele foi eleito e escolhido antes da fundação do mundo como o cordeiro de D'us. Os sacrifícios de animais e o sangue derramado em sinal de perdão apontavam para um sacrifício único, perfeito e suficiente para a remissão de pecados.

O profeta Isaias disse que ele é “Emanuel”, ou seja, D'us conosco, ele é o filho unigênito, mas representa o Pai diante dos homens, ele é a imagem perfeita do D'us invisível, ele é a rocha de nossa salvação. Todas as coisas foram criadas por ele, para ele e sem ele nada do que foi feito poderia existir, ele é o cabeça de toda a criação e a rocha de nossa salvação.

Pelo que, também, na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal de esquina, eleita e preciosa, e quem nela crer não será confundido. (1 Pedro 2:6). Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são: Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é. (deuteronômio 32:4).

Segundo o pensamento bíblico o conceito de fé tem que estar firmado numa base sólida, consistente, inabalável, forte e eterna. Uma rocha pode representar tudo isso. A expressão “rocha de esquina” é a base e o ponto principal da construção. A fé do povo de Israel estava firmada em uma pedra, a igreja de D'us tem por fundamento uma pedra de esquina e toda a criação foi feita e criada através de uma pedra.

O autor do livro de Hebreus define fé por firme fundamento das coisas que não se vê, mas a convicção de que elas são reais. Fé (emunah) pode ser traduzida como fidelidade, portanto fé não são pensamento positivo ou crença em coisas sem fundamentos, a fé para ser verdadeira tem que estar firmada na rocha.

A pedra de esquina da igreja

Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina. (Efésios 2:20).

A teoria de que Pedro é a rocha pela qual Jesus fundou a igreja não pode ser sustentada dentro da bíblia, pois se as portas do inferno não têm poder sobre a igreja do Senhor, obviamente o fundamento da igreja não pode estar em um homem qualquer, se assim fosse ela se sucumbiria facilmente.

Pedro (Kefas) não é a pedra principal da igreja, tal afirmação contraria o que a bíblia diz. O próprio apostolo em sua carta diz: E, chegando-vos para ele (Messias) — pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, Vós, também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Pelo que, também, na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa, e quem nela crer não será confundido. E assim, para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi à principal da esquina, E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que, também, foram destinados. (1 Pedro 2:4-8).

O Messias é a pedra de esquina. Sobre ele a igreja é estabelecida e tem poder para vencer o inferno. Os apóstolos de Yeshua foram ungidos pelos o Espírito Santo (Ruach Hakodesh) e estavam encarregados de pregar a palavra até os confins da terra, Batizando em nome do Messias, curando pessoas, anunciando as boas novas do reino de D'us e testemunhando com as suas próprias vidas.

A igreja somos nós, somos a verdadeira igreja do Messias, todos são membros do seu corpo, unidos pelo o sacrifício do cordeiro, perdoados e remidos pelos o seu sangue. A igreja não é uma instituição em si, mas as intuições podem ser congregações onde se reúne a igreja do Messias, ela está espalhada nos quatro cantos da Terra e será reunida para o encontro na sua volta.

O homem com semelhança de pedra

E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardónica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda; E, ao redor do trono, havia vinte e quatro tronos; e vi, assentados sobre os tronos, vinte e quatro anciãos, vestidos de vestidos brancos, e tinham, sobre as suas cabeças, coroas de ouro. (Apocalipse 4:3-4).

No livro de apocalipse podemos comprovar que a rocha eterna se trata de uma pessoa, o apostolo João viu assentado no trono um homem com semelhança de pedra. Essa pedra se trata do Messias, ele é à base do universo, tudo foi feito por D'us para ele e por ele, ele é a rocha de Jacó, ele é as duas tabuas de pedra que forma a torá, ele é a rocha da nossa salvação, ele é a pedra de esquina pela a qual a igreja estar firmada, nele está escrito os nomes de todos que são salvos pelo o seu próprio sangue.

Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: Haverá um justo que domine sobre os homens, que domine no temor de Deus. (II Samuel 23:3)

Os nomes das tribos de Israel estavam escritos em duas pedras, Jacó ungiu uma rocha em Betel e disse que ali seria a casa de D'us, a torá foi escrita pelo o próprio dedo de D'us em duas tabuas de pedras, a igreja foi fundada e estabelecida em cima de uma rocha pela qual é o mesmo Messias, o salmista Davi diz que a rocha é a nossa salvação e Jesus confirmou sendo ele mesmo esta rocha. Se os rabinos acreditavam que D'us fez o mundo através de uma rocha, esta idéia tem fundamento, pois sabemos que o Pai fez todas as coisas através de seu filho e para o seu filho – O filho de D'us é a rocha eterna.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Fé real é racional e relacional

Por Giliardi Rodrigues

A fé é um assunto de debate em quase todas as áreas que envolvem o ser humano, seja no campo religioso ou secular. Fé muitas das vezes esta relacionada à questão de acreditar ou não acreditar em algo que seja real ou irreal. De uma forma ou de outra, todo ser humano tem fé em alguma coisa, seja ela física ou espiritual.

Existem pessoas que não acreditam na existência de Deus, mas acreditam, por exemplo, na filosofia ou na ciência, para este tipo de pessoa tudo tem que ser comprovado e passar pelo o crivo existencial da experiência científica. Por outro lado existem pessoas que apóiam a sua fé na existência de Deus pela a religião sendo o único caminho que leva o homem a Deus.

O fanatismo e o fundamentalismo religioso se baseiam na idéia que somente uma religião ou um partido é certo ou mais correto do que os outros, esse já foi e ainda é o motivo de muitas guerras e conflitos entre religiosos e políticos. No outro extremo podemos encontrar pessoas que não querem saber de religião alguma, pois não encontram respostas para a vida no credo religioso. De fato há ateus que não crêem em Deus, como também existem ateus que são anti-religiosos, alguns até não duvidam da existência de Deus, mas por não estarem inseridos em nenhuma religião questionam a razão da fé.

O que é fé e porque o homem precisa da fé para viver?

Segundo o pensamento bíblico fé é um firme fundamento das coisas que não podem ser vistas, mas a convicção de que elas são reais. Portanto, fé não é pensamento positivo ou crença em isso ou aquilo, o fato de uma pessoa acreditar ou não acreditar em algo, não prova e nem deixa de comprovar a sua existência.

Fé em hebraico é “emunah” que pode ser traduzido como fidelidade. A pessoa que diz ter fé em algo, de alguma maneira ela é fiel naquilo que acredita. Caso contrário isso não pode ser entendido como fé.

Desde os tempos mais antigos o homem vem buscando encontrar solução e respostas para as razões da vida, muitos buscam na religião, na ciência, na filosofia, na política, nas artes e nas mais diversas e variadas utopias. Cada seu humano é fiel naquilo que ele acredita, seja qual for a sua formação religiosa ou secular.

Acreditar ou não acreditar em Deus não é uma fator relevante para confirmar a sua existência. No contexto da bíblia fé não é apenas acreditar. O apostolo Tiago diz que acreditar em Deus todo mundo pode fazer, pois até mesmo o diabo acredita. O fato de a pessoa acreditar na existência de Deus ou do diabo não vai mudar muita coisa para o mundo, a não ser para ela mesma.

O fato é: “O homem precisa de fé para existir, a existência humana esta totalmente ligada à razão pela qual ele vive”.

Fé (fidelidade) só existe onde há relacionamento. Relacionar é aproximar-se e se envolver com algo ou com alguém. A fé é um fenômeno racional, real e relacional pelo qual o homem estabelece conexão com alguma coisa.

O ídolo está muito além da estatueta, do objeto ou símbolo de culto. A idolatria não é simplesmente prostrar-se diante de uma imagem. O idólatra é alguém que reduz toda grandeza do Criador a um dos aspectos de sua criação. Quando um homem trabalha e dedica energia para ter riquezas, ele está de alguma forma, lançando sua fé e dedicando seu esforço em algo que ele entende ser a fonte de toda a realidade. Quando um cientista acredita que a ciência tem sempre a resposta para tudo e a solução para todas as coisas, ele confia, lança sua fé no conhecimento científico. Por outro lado, o trabalho, a ciência, a arte, a política, as riquezas, o poder e a natureza são aspectos que fazem parte da criação de Deus.[i]

A fidelidade de alguém a algo em especifico se baseia na experiência do contato real. A torá diz que Abraão (Avraham) é o pai da fé, ele foi o primeiro homem a conceber a idéia de monoteísmo de um único D'us. A sua fé se firmava no contato do Criador com a criatura, Abraão experimentou de um pacto real com o D'us que criou todas as coisas.

Abraão foi encontrado por D'us em um lugar onde as pessoas tinham a fé nas mais diversas e variadas coisas. Os homens buscavam respostas na natureza, nas religiões, nas ciências, nos deuses, na astrologia e na astronomia. Abraão sabia que a resposta que o homem buscava para preencher o vazio existencial não estava nas coisas e sim no D'us que criou todas as coisas. Enquanto os homens buscavam se relacionar com a ciência humana e ser fiel a ela reduzindo a complexidade da criação há um fator ou uma área especifica, Abraão sabia que a resposta estava na razão da fidelidade.

A fé da Abraão rompeu todos os conceitos de sua época e de todos os tempos, enquanto os homens se relacionavam e eram fieis aquilo que era visível, tangível, palpável e terreno, Abraão se relacionava com o D'us invisível e transcendente, a prova da existência de D'us para Abraão era o pacto que D'us tinha feito com ele, D'us chamou Abraão e disse sai da tua terra e da tua parentela e vai para a terra que te mostrarei e far-te-ei uma grande nação e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome e tu serás uma bênção. (Ex 12:1-2).

Ora, sabemos que Abraão já era velho e sua esposa avançados em idade, ambos não podiam mais ter filhos, mas D'us promete fazer de Abraão uma grande nação. A prova cabal que o D'us de Abraão é real e verdadeiro, é a existência da nação de Israel e do povo judeu. Se eles existem é porque D'us é verdadeiro e cumpriu as suas promessas feitas ao Pai da fé. A fidelidade de Abraão a D'us que Criou todas as coisas não era imaginação e nem fruto de uma possível loucura. Se Israel que é uma nação pequena, que já sofreu e foi perseguida ao longo dos milênios por nações poderosas e sobreviveu e permanece até os dias de hoje, é porque o D'us de Abraão existe e mantém fiel a sua palavra.

A fé de Abraão foi tão real que é à base das três maiores religiões do mundo (Judaísmo, islamismo e cristianismo). Hoje são mais de 4 000.000.000 (quatro bilhões) de pessoas que são abençoadas pela a fidelidade de um homem a um único D'us. Eu tenho convicção que se Abraão estivesse vivo hoje talvez ele não incentivaria o homem buscar a D'us pela religião e sim pela a experiência da fé pessoal e relacional.



[i] Igor Miguel 2009- A Igreja evangélica Brasileira em Crise: Uma resposta judaico-cristã – fonte: http://www.ensinandodesiao.org.br/pdf/igreja_evangelica_crise.pdf).