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domingo, 31 de maio de 2009

A graça, o pecado e a lei de D'us.


Por Giliardi Rodrigues


Veio, porém, a lei para que o pecado abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou à graça. (Romanos 5:20).

Muitos usam este versículo para dizer que devemos viver na graça e não debaixo da lei, mas será que foi isso que o apostolo Paulo quis dizer na carta aos romanos?

O pensamento hebraico está na contramão do pensamento cristão ocidental, viver na graça é viver em plena obediência a lei de acordo com a revelação da palavra de D'us. A graça não é dom exclusivo do novo testamento, pois graça é uma dádiva de D'us e significa favor não merecido.

A graça de D'us superabundou onde abundou o pecado decorrente da desobediência da lei de D'us. O fato de alcançar a salvação através da graça e sermos lavados e remidos no sangue de Jesus não estamos isentos da obediência a palavra de D'us.

Ora, é através da graça é que alcançamos a salvação. O apostolo Paulo está dizendo que o homem que vive no pecado e em desobediência a torah (lei de D'us) é que precisa da graça, da misericórdia e do amor de D'us para se salvar.

Ninguém foi salvo do mundo para continuar pecando, somos salvos para um objetivo e para um propósito.

Quem estar no mundo vive em pecado e não tem referência do que é certo ou errado. Certa vez um amigo me perguntou:

- Qual é o problema de um homem ficar com muitas mulheres se ele não é casado?

E eu perguntei para ele:

- Você ficaria feliz de saber que amanhã a sua esposa pode ser uma dessas mulheres que pensam como você e ficam com dezenas de homens?

O mundo não oferece para ninguém um parâmetro de ética e moral.

A graça superabundou onde abundou o pecado, a lei de D'us tem por objetivo de nos manter longe das contaminações e porcarias que esse mundo nos oferece.

Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno. (1 João 5:19)

O salvo do mundo tem prazer na lei de D'us e nela ele medida de noite e de dia para não mais voltar para os rudimentos do mundo. O salvo não tem prazer no pecado e nem D'us tem alegria na morte de um pecador.

Os que são escravos do mundo têm muitos ídolos, servem centenas de deuses, desonram as autoridades, não honram seus pais, mentem, trabalham como loucos e vivem reclamando, adulteram, prostituem, roubam, são usurpadores, enganadores, são invejosos, são dependentes de vícios como drogas, bebidas e jogos, praticam homossexualismo, pedofilia, zoofilia e acham tudo isso normal.

Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça (Rm 6:17-18)

Antes vivíamos como escravos do pecado, a graça de D'us nos resgatou para que possamos viver como servos do Reino da justiça.

Ser salvo significa ser livre para exercer o livre-arbítrio, liberdade essa em poder escolher entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, entre a justiça e a injustiça. Ser liberto do mundo é ter opção de pecar e não pecar, e ainda sim escolher o caminho do bem, da justiça, do certo e da obediência a lei de D'us.

Aquele que recebeu a graça de D'us e foi salvo e liberto do mundo do pecado, tem prazer em servi a um único D'us, em honrar seus pais, em respeitar as autoridades, em trabalhar com alegria e em repousar no dia do Senhor (shabat), em amar e ser fiel ao seu cônjuge, em ser honesto, em viver a verdade, em não fazer fofocas e nem falar mal dos outros.

O julgo do mundo é pesado e escraviza o homem, a lei de D'us é leve, suave e traz vida e liberdade para o que vive em fidelidade e pela dependência a palavra de D'us.

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mt 11:28-30)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A soberania de D'us sobre a diversidade




O Canópio – Gn 1 - 6 Por Giliardi Rodrigues



No mundo hoje existem aproximadamente seis bilhões de pessoas e o mais interessante é que embora sejam seres da mesma espécie, não existe nenhuma pessoa igual à outra, ou seja, cada ser humano é um ser impar no planeta. Ninguém tem o mesmo DNA, ninguém compartilha da mesma impressão digital, ninguém possui a mesma Iris, ninguém tem a mesma voz, ninguém tem o mesmo rosto, ninguém pensa exatamente igual ao outro e ninguém reage de forma uniforme ao mesmo estimulo.

Na natureza de forma semelhante não existe clones, Por exemplo, não existe uma pedra exatamente igual à outra, ou até mesmo pedras com formas geométricas (quadradas, retangulares, redondas...) claro, que as que existem é porque sofreram ou passaram por uma intervenção humana. Também não há uma árvore igual à outra, não tem um pássaro ou animal exatamente idêntico de cor, tamanho, peso, idade e filiação.

Ora, se D'us fez tudo assim, na maior diversidade já conhecida e tudo funcionando na maior harmonia, porque o ser humano tem a necessidade de querer uniformizar as coisas? A querer fazer casas similares, carros idênticos, roupas semelhantes, a clonar animais e plantas, até mesmo a tratar as pessoas como se fossem todas iguais?

D'us é soberano e exerce o seu domínio exatamente sobre a diversidade. Ele criou todas as coisas de modo que a criação demonstra exatamente como e quem ele é. A criatividade e a diversidade é uma das facetas do D'us criador.

A criatividade de D'us é infinita e o universo é uma amostra de seu grande poder e do seu potencial de criar. D'us trouxe à existência aquilo que nunca existiu através de sua palavra, ele disse “haja” e tudo veio à permanência. Desde momento que ele disse para a terra produzir árvores e frutos, nunca deixou de haver árvores e frutos em nosso planeta. Desde o instante que ele disse para existir estrelas, cometas, planetas e galáxias, nunca deixaram de existir essas coisas. Há pouco tempo cientistas descobriram um suposto décimo planeta em nosso sistema solar, creio que isso se deva ao fato de que D'us ordenou para existir, mas nunca deu uma ordem para deixar de existir.

Sabemos que a cada segundo uma estrela morre e cai no buraco negro, mas também a cada instante surgi uma nova estrela no infinito galáctico. A bíblia diz que D'us exerce domínio e soberania sobre todas as coisas. Ele sabe quantos grãos de areia tem na praia, sabe quantos fios de cabelos tem na cabeça de cada ser humano, como também sabe quantas estrelas tem no nosso infinito universo.

Conta o número das estrelas, chamando-as a todas pelos seus nomes. (Salmos 147:4)

O homem não criou nada, apenas transforma aquilo que D'us criou. O ser humano depende de matéria-prima para desenvolver algo. O homem não tem a capacidade de criar ou trazer a existência algo que não existe, para fazer uma casa ele precisa da madeira, cimento, areia, água e outras matérias primas.

O ser humano é especial, pois foi criado a imagem e semelhança do seu criador. Ele foi formado dos elementos do pó da terra para exercer domínio sobre o planeta Terra.

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. (Gênesis 1:26-28)

Como podemos ver D'us deu ao homem autoridade de governo sobre o nosso planeta, mas não deu a ele domínio sobre as galáxias e sobre o universo. O ser humano embora dotado de uma inteligência extraordinária, ainda sim é um ser limitado. O homem foi criado e feito para a terra, ele não consegue voar sem auxilio de objetos e mesmo permanecer por muito tempo dentro d’água sem auxilio de aparelhos, mas na terra ele vive tranquilamente sem precisar de auxilio de nada. A terra é o habitar natural do homem.

O ser humano na tentativa de exercer autonomia de domínio sobre as coisas criadas por D'us vem criando um padrão ou um modelo de propriedade uniforme. O homem de forma geral tem dificuldades de conviver com a diferença das coisas e até mesmo do outro.

Talvez para um líder seja mais fácil tratar todas as pessoas de forma igual, desprezando assim as diferenças e as particularidades de cada um. Muitas vezes um professor quer que todos os alunos concordem com ele, numa prova não podemos colocar nossas opiniões em questões de múltiplas escolhas ou escrever a nossa versão em questões abertas.

Me lembro que um dia eu discordei do professor de biologia com relação a origem do universo e as evoluções das espécies, a maioria dos alunos concordou com meu argumento sobre a criação feita por D'us, sabemos para haver uma explosão da magnitude do Big Bang é necessário de um acelerador de partículas, mas quem foi que acelerou as partículas do átomo que deu origem a criação do universo? Ou como apareceram essas partículas? Do nada? O nada pode criar alguma coisa?

O professor me pôs para fora de sala simplesmente pelo o fato de discordar dele e não concordar com a teoria de Gamow. A prova seria de questões abertas e se eu colocasse alguma coisa diferente do que estava sendo ensinado por ele, me daria um zero e colocava a minha prova no quadro do pátio da escola para todos verem o quanto eu sou ridículo.

Muitas das vezes o conhecimento que temos com relação as coisas é adquirido de forma imposta. Não podemos discordar, não podemos debater e não podemos pensar diferente. Muitos dizem que religião, política e futebol não se discutem, mas será que não devemos conversar sobre estes assuntos? Será que tenho que acreditar em tudo o que o pastor, o padre, o presidente, os deputados e a mídia dizem? É importante lembrar que debater não é brigar – Os sábios debatem idéias, os inteligentes debatem fatos e os tolos vivem brigando com as pessoas.

D'us quando fez o homem colocou dentro dele dois potenciais, em hebraico chamamos de Ietser há tov e Ietser Há rá. O que vem a ser isso? Muitos conhecem como livre arbítrio, ou seja, é o direito do homem escolher entre praticar o bem e praticar o mal. O ser humano tem liberdade de pensar, de agir e escolher entre qual caminho quer seguir.

D'us é soberano e exerce seu domínio sobre a liberdade dos seres que ele criou. Ele não obriga a ninguém a amá-lo e a obedecê-lo. Ele ama a cada um independente do que cada um seja, creio que nisso é manifesto o amor ágape (amor incondicional) e total graça de D'us.

Nós o amamos a ele, porque ele nos amou primeiro. (1 João 4:19)

A graça estar na diferença, tem um ditado popular que diz: que os opostos se atraem? Justamente, neste ponto que entendo que o amor não é apenas um sentimento e sim um mandamento. D'us ordenou em sua palavra que devemos amar uns aos outros sem fazer acepção de pessoas e Jesus disse que devemos amar até nossos inimigos, pois se amamos somente os nossos amigos que beneficio temos nisso? Amar somente quem nos ama é muito fácil, mas amar quem não nos ama é a chave que abre o reino de D'us.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A lei de D'us é o Amor


O ponto central do evangelho pregado por Jesus é o amor a D’us e o amor ao próximo. Aparentemente isso é muito simples e lógico, mas como eu posso amar a D'us e amar o próximo?

Dentro desde mesmo aspecto Jesus foi um pouco mais além e disse que também devemos amar até nossos inimigos, mas quem são os nossos inimigos?

São perguntas que podem abrir o nosso entendimento sobre o que é o amor e como devemos amar.

Afinal de contas o que é o amor?

Segundo a bíblia o amor não é apenas um sentimento de afeição e de identificação com o outro. Amor implica uma serie de comportamentos com relação à vida, por isso amar é um mandamento.

“Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração. (Dt 6:5-6) ... mas amarás o teu próximo, como a ti mesmo(Lv 19:18)

Jesus dá tanta ênfase ao amor em seu evangelho justamente para explicar a essência da lei de Moisés, ele exemplifica a relação do homem com D'us através do amor ao próximo.

Se alguém diz: Eu amo a Deus, e aborrece o seu irmão, é mentiroso. Pois, quem não ama o seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame, também, o seu irmão. (1 Jo 4:20-21).

Numa passagem do evangelho de Mateus diz que um escriba tira de seu baú coisas velhas e coisas novas. Jesus de forma semelhante em suas mensagens usava de ensinamentos antigos para trazer uma nova revelação das escrituras. Isso é muito claro no sermão da montanha.

A essência dos dez mandamentos é o amor a D'us e o amor ao próximo. Os quatro primeiros estão inteiramente ligados ao amor e obediência a D'us, enquanto os demais estão relacionados ao amor ao próximo.

Dentro deste aspecto Jesus disse que a lei se resume em dois mandamentos: E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas. (Mateus 22:37-40).

Ora, o amor a D'us e ao próximo é um mandamento e estar totalmente ligado a obediência a lei revelada no Sinai a Moisés. Aparentemente para muitos a lei do antigo testamento é um peso e algo démodé, mas se entendermos que o maior ensinamento é o exemplo, basta olharmos para a vida de Jesus, ele procurou guardar e cumprir a lei em sinal de amor e obediência ao Pai. E disse mais:

Aquele que tem os meus mandamentos, e os guarda, esse é o que me ama; e, aquele que me ama, será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. (Jo 14:21).

Jesus resume todas as escrituras (Lei, Profetas, salmos, cânticos, novo testamento...), no amor a D'us e o amor ao próximo. O fato de resumir não anula a lei, pois a essência da lei é exatamente o amor.

A graça de D'us é um favor não merecido que nos resgata para a salvação, o sangue de Jesus é suficiente para perdoar todos os nossos pecados e a obediência a lei é uma forma de demonstrar o amor a D'us e o amor ao próximo.

É importante lembrar que ninguém é salvo pela lei e nem por obras, mas o salvo que ama a D'us pratica boas obras e tem prazer na obediência a lei.

A lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração: o mandamento do Senhor é puro e alumia os olhos. O temor do Senhor é limpo e permanece eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente. Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos. Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa. (salmos 19:7-11)